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Ninhá!
Eu não era mais uma criança. Aliás, eu não sou mais uma criança. Mas acho que ele não entendeu ainda. E, após me abraçar por uns 5 minutos, ficou me olhando bem fundo nos olhos, daquela forma que apenas pais (ou aqueles dotados de paternidade) conseguem olhar. Então ele disse:
- Cookie - quando eu era mais nova eu odiava esse apelido comum no país dele. Depois passei a gostar. E depois a sentir vergonha. E agora, soa como música aos meus ouvidos, pelo som da voz dele. - Você está diferente.
- Eu cresci, ué. - Respondi, tentando esconder o que estava na cara.
- Também. Agora você mora com seu pai de verdade, né. - Ele disse, com uma expressão dividida entre o tentar parecer feliz e o realmente triste.
- Pai é aquele que cria, certo?
- Sim, mas ele sequer teve a chance, não é mesmo?
- Sim, mas você teve e é o melhor do mundo. - repliquei.
- O melhor do mundo? - ele sorriu.
- Sim! O melhor do mundo! Senti sua falta! - e tornei a abraçá-lo.

E, após uns minutos no abraço dele, senti que seus olhos grandes e verdes me olhavam.
- Você mudou de assunto, Cookie.
- Que assunto?
- Que você está diferente.
- Impressão sua.
- Pais nunca tem impressão errada.
- Nem mães - disse, por mais que aquilo me doesse. Lembrar dela ainda doía.
- Certamente não - ele concordou.
- Sinto falta dela. - admiti.
- Eu sei.
- Quando... Bem, quando vocês se separaram, doeu tanto assim? - perguntei, correndo o risco de parecer idiota.
Ele pensou por um instante. E por todo esse instante eu me dei conta que eram coisas completamente diferentes. Então ele respondeu:
- Doeu. Mas são dores diferentes. Eu sequer consigo imaginar a dor que você sente. Nem eu e nem seu pai biológico. Mas acredito que não te conhecer até seus 20 anos doeu muito mais a ele.
- Será? - duvidei.
- Com certeza. Não duvide disso. Me separar dela doeu. Mas doeu mais ainda ser obrigado a me separar de você. Porque são sentimentos diferentes.
- É, eu sei... - tive que concordar.
- Mas me diga. - ele insistiu - O que aconteceu?
- Tudo. Tudo aconteceu.
- Não estou falando do que aconteceu com a tua mãe. Estou falando desse brilho no olhar. Desse sorriso. Dessa forma de caminhar - dizia ele com todo o sotaque dele, às vezes trocando palavras do português para o inglês.
- Não entendo. - tentei esconder. Mas eu sabia que, sendo chefe de alguma coisa de algum setor da polícia da cidade onde ele estava trabalhando agora, ele não ia deixar escapar uma mentira bem debaixo do nariz dele.

Ele me olhou profundamente de novo. Então eu fiz o maior esforço que pude para evitar que ele lesse meus pensamentos. Acho que fiz tanto esforço que franzi a testa.
- Se esforçando para o quê? Pensar no que vai me dizer para esconder o que tá acontecendo aí dentro? - e apontou para o meu peito.
Depois dessa eu apenas ri. Será que não se pode mais guardar segredos?
- Você pode me contar se quiser - ele continuou - Eu adoraria saber dos seus sentimentos e conversar sobre eles.
- Não é tão simples assim. - respondi, tentando responder o mínimo possível porque... Bem, vocês mulheres  sabem: quanto mais a gente fala, mais o choro sai.
- Não é tão simples assim because... - e deu ênfase não só com a voz, mas também com um aceno de cabeça.
Foi então que eu decidi que as minhas mãos eram a mais bela coisa a se olhar naquele momento. Sim, porque olhar o horizonte é dramático demais. Olhar uma das árvores ou flor daquele parque é romântico demais e me denunciaria. Olhar para o chão é culpado demais. E fingir que olhava o esmalte me pareceu a melhor das ideias. Então me dei conta que não havia esmalte para olhar.
- Quem é? - ele perguntou.
- Ah, você não conhece. - e acrescentei: - E, pelo visto, nem vai conhecer.
- Morreu?
- Ah não não. Mas deve morrer para mim. - falei, tristemente, tentando não ser dramática demais.
- Because...?
- Because nada. Simplesmente porque as coisas devem ser assim - eu disse - O platônico, o sublime, o puro é lindo. Mas na verdade só um dos dois sofre. Não se tem ninguém para dividir esse sentimento.
- Divida-o comigo.
- Não posso. Não consigo. Eu não consigo evitar. Eu gosto dele, eu amo ele. Depois de quase um ano nada mudou.
- Nada?
- Nada. Bom, talvez algo. - pensei bem.
- O quê?
- A realidade. - pensei, deixando que uma lágrima caísse. - Entender o que é nunca. Talvez isso tenha mudado.
- Nunca é algo que nunca vai acontecer. Você tem apenas 20 anos. Acho que nunca não deveria existir no seu vocabulário. Você não conheceu seu pai biológico 20 anos depois de nascer? - ele argumentou.
- ELE quis me encontrar também. Foi recíproco. Não foi platônico. - respondi.
- E o que faz desse rapaz tão especial?
Pensei por um tempo. Mas já que já havia feito minha confissão, resolvi continuar:
- Primeiro foi os olhos. Depois, o sorriso. Aí quando eles se juntaram... Bom, eu já estava dentro dos olhos dele. Do olhar dele. E eu vi ele hoje.
- Acho que ele ficaria honrado em saber que é amado de uma forma tão pura.
- Não sei por quê, mas senti um tom de brincadeira na sua voz. - desconfiei.
- Deve ser o sotaque, então. Eu juro que achei bonito o que você disse.
- Não é bonito, é triste.

Ele então pegou o crucifixo que usava ao pescoço (é um tique que ele tem, quando pensa no que vai falar), correu ele pela correntinha e voltou a guardar dentro da camisa. Estava pronto para dizer algo.
- Não é triste. É belo. Não se acha mais amor desse jeito. Nessa forma. É raro.
- Bom pra quem não sente, né.
- Jamais. Cookie, pode me chamar de velho, obsoleto e enferrujado. Mas sentir que se ama alguém é algo perto do sublime. Quando se ama de coração puro, sem condições, sem amarras e sem a intenção de receber algo em troca... É puro, é sublime. É lindo.
- Eu queria que ele me amasse também - e assim assinei embaixo a minha confissão.
- Mas você já ama ele há um ano. Quase um ano amando e sem ter a certeza se é recíproco ou não o sentimento. Você não espera nada em troca.
- Ótimo, sou uma masoquista agora.
- Perto. Mas você está se esquecendo de que ele pode ter sentido o mesmo com o teu olhar, o teu sorriso, a tua voz e a tua risada. E simplesmente não aconteceu nada. Porque não era o momento. E nem o lugar. E talvez ele tenha se assustado. E vocês se separaram em instantes.
- Então, triste isso.
- Para os dois lados. Logo, você tem com quem dividir. Em pensamento.
- Não me conforta isso - admiti.
- Sabe, Cookie, nem todo mundo que a gente conhece é para permanecer em nossas vidas. Mas o momento em que a conhecemos, e principalmente quando conhecemos as especiais, esse é único. É eterno. E é daí que a gente percebe que se encontrou não só com aquele ser humano, em carne e osso. Digamos que seja mais para um re-encontro.
- Você anda muito filosófico ultimamente.
- "Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia." - recitou ele sua peça de teatro favorita.
- E há mais coisas entre o cérebro e o coração do que eu queria que houvesse - parodiei.
- O quê, por exemplo?

Pensei. Pensei de novo. E então respondi:
- Uma cabeça e um pescoço, oras!

Ele deu aquela risada que dificilmente ele deixava escapar. Aquela risada que me lembrava que ele não era tão sério assim. Ele estava apenas "endurecido" por tanta realidade e tão pouco sonho que via no dia-a-dia. E aproveitei o momento de descuido dele para guardar no bolso o papelzinho que continha as letras e a assinatura da razão daquela conversa.

Do livro: Joguem no Google e Descubram. Se é que ele existe.

"A vida é breve, a alma é vasta" 
Fernando Pessoa

PS: Dedicado a você, Gêmea, pela força e por me cobrar textos novos.
Ninhá!
Oi pessoal! Em primeiro lugar, peço desculpas pelo meu sumiço daqui. É que final de semestre é foda, né! Em segundo lugar, peço desculpas também pelo texto de hoje não ser meu, semana que vem tem texto novo de minha autoria! Juro! =)
Espero que gostem! É um moço muito especial que vos escreve hoje. =)

"De uma coisa tenham certeza: nada muda mais um homem do que o amor. Sério. Nem o futebol, nem a sogra, muito menos a bunda do comercial de cerveja. 
Afinal, o futebol acaba e seus amigos continuam sendo o porco, o bandido, o fedido. Se você ama a sua mulher de verdade, gosta da sogra, porque foi ela quem te deu a oportunidade de ter seu amor. A bunda do comercial de cerveja é apenas uma bunda olhada por todos, mostrada a todos e segundos depois mal se lembram da cara da dona da bunda.


Mas o amor... O amor é diferente! Conto a vocês aqui minha experiência. Não vim aqui contar depoimentos tchutchucos, ou dizer que em nome do amor eu mudei. Mas o fato é que a mulher, quando direita, e, me desculpem as feministas ou que partilham de ideias diferentes, sabe mudar um homem.
Eu, que nunca fui certinho me vi homem de uma só mulher. Me via cada vez mais impossibilitado de trair ou então de correr atrás de um belo par de peitos ou uma bunda.


Aí comecei a pensar algumas coisas. E, embora pareça hipócrita isto, hoje eu vejo com pena muitas das garotas com quem eu saía. Aquelas que descem até o chão, que vestem as roupas mais curtas e mais justas. As que não sentem pudor algum ao tirar a roupa pra você sem nem te conhecer, mas juram de pés juntos meiguice e timidez. Aquelas que você usa e joga fora junto com a camisinha. Aquelas que você beija sem sentimento, uma mera troca de baba. Ou então aquelas que juram se apaixonar (e tão fácil!) e você se aproveita disso. Antes eu gostava, hoje tenho pena.


A gente procura o que não se tem. Quando falta meiguice, doçura, brincadeira, cócegas, companhia... A gente procura fora daquilo que está dentro da nossa realidade. Por isso, garotas que prestam: não se sintam desiludidas. Uma hora a farra cansa. O sexo pelo sexo cansa. A bunda grande cansa. O mulherão se atirando aos nossos braços cansa. A facilidade cansa.
Tudo isso cansa porque não se pode levar a sério. 


Então você conhece uma mulher. Uma menina-mulher. Daquelas que não te cobra, mas te compreende. Que fica brava quando você bebe demais. Que usa tênis. Que dá risada e chora fazendo isso. Que fala sinceridades. Que não é artificial tentando te seduzir o tempo todo (embora ela já tenha o feito sem perceber). Que te liga pedindo conselhos. Ou que não te liga, mas dá um toque porque está sem crédito. Que se aninha nos teus braços e você sente o coração dela bater. Que sente vergonha, apesar de ser extrovertida. Que não "dá", faz amor. Que chora vendo O Rei Leão. Que não consegue ver uma criança sem tentar contato. 


Aquela que você considera "intocável". Que não passou pelas mãos de muitos homens. Que selecionou os amores. Que anda ao teu lado e você não consegue soltar das mãos dela. Você pode ser o crápula mais imprestável do mundo... Mas... Mas quando ela brinca com as crianças no shopping, com a irmãzinha ou o priminho... Você se vê com ela no futuro. E consegue enxergar os filhos de vocês.


Você pode ser o mais mulherengo de todos. Mas ela conseguiu te mudar a tal ponto que você mal se reconhece. Passa a beber menos, ter mais paciência nos passeios ao shopping, passa a achar graciosos os pneuzinhos. Renega o tipo perfeito de corpo da mulher da Playboy. Repara na mulher ideal que tem ao seu lado. Com estrias nos lugares que mais é gostoso de pegar. Com a celulite que te faz sentir um deficiente visual porque você não tem a capacidade de enxergar.


Você passa a negar o mulherão da balada. Aquela com "atitude" que chega em você com a amiga, ainda por cima. Aquela que mal te conhece e topa ir pra cama com você, ou te chama pra ir pra casa dela. Porque você tem um compromisso: zelar pela tua garota. Aquela que se diverte com os amigos e com você. Que está usando jeans e cantando como se todos fossem surdos. Que está com o cabelo todo bagunçando. Que faz biquinho quando um dos mulherões chega em você. 


É... Você tem um compromisso com ela. Zelar por ela, porque você promete a você mesmo que vai protegê-la. Você nega o mulherão que quer a todo custo te levar pra cama simplesmente porque você, após a balada, vai levar sua garota pra comer no Habbibs. E observar ela dormir. Ou então, levar ela até a casa dela ou dos pais dela. Porque quem ama... Ah, quem ama cuida! E cuida com tal zelo que passa a se cuidar também. 


Porque mulher... Mulher se encontra em qualquer lugar. Mas mulher de verdade... Estas são tesouros a serem descobertos!
E descobrindo-se o tesouro, descobre-se também o merecedor dele."


Bom, pessoal, por hoje é só! =) Deixo vocês com um clipe super fofolucho!


"Parece que a vida inteira esperei para te mostrar. Que na rua dia desses me perdi. Esqueci completamente de vencer. Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz!"
O Teatro Mágico


PS: O dia que o Blogspot colaborar comigo, eu dou um beijo na tela do notebook!
Ninhá!
Oi pessoas! =) Hoje atualizo o blog com um texto que não é meu, mas foi deixado de surpresa na minha caixa de rascunhos. Espero que gostem! Eu achei belíssimo!


"Ela não é a mulherão que habita os sonhos (nada puros) de todo homem. Ela não é alta e nem a mais magra. Muito menos tem o bumbum da mulher melancia. Não, ela não é uma mulher fruta e jamais seria. Ela não é a mais maquiada ou a do cabelo alisado e sem fio algum fora do lugar. Tampouco a do maior salto fino ou da saia mais curta. Ela não é a do vestido colado ou a do maior decote. Ela não é bronzeada ou tem olhos claros. Ela não sensualiza, não dança até o chão, não fica bêbada. Ela diz não. Ela não fica ou beija qualquer um. Ninguém que ela não ama toca o corpo dela. Ela não é a do cabelo tingido ou a do penteado mais 'descolado'. Também não é propaganda da marca de roupa mais cara.


Mas ela... Ela é linda. Do baixo  alto do seu um metro e pouco mais de meio, ela tem um rostinho lindo. Ela tem o o cabelo natural, o rosto com pouca ou sem nenhuma maquiagem. O bronzeado de palmito no inverno. Mas quando ela ri, e ela ri muito, aparece duas covinhas no rosto. Ela tem o olhar iluminado, a voz macia. Ela não faz questão de parecer mais alta. Ela reclama dos pneuzinhos que você sequer repara. Ela tem as pernas grossas. Ela tem TPM.
Ela não é perfeita, mas é inteligentíssima. Você admira ela. O jeito dela, as ideias dela, a forma com que ela ri, admira as pessoas admirarem ela. Ela corre pra brincar com o cachorro, ela tem amigos homens e mulheres, ela usa All Star. Ou um sapato de plástico vermelho que deixa ela parecida com a Dorothy. É, mas uma vez ela te disse que a Dorothy nunca usou sapato vermelho.


Ela gosta de ler, ela discute de futebol e política à novela e moda. Ela se entusiasma a falar da profissão e você repara os olhos brilharem quando ela diz "as minhas crianças". Aliás, ela adora criança. Ela pinta o nariz, pinta a cara. E você admira ela por isso. Por ela ser diferente. Diferente das outras que você conheceu. Diferente das pessoas em geral. Diferente até mesmo de você.
Ela é divertida, é espontânea, não para de falar um segundo sequer. Ela fica passando na frente da TV quando você assiste o jogo do seu time. Ela demora pra se arrumar pra vocês saírem e te dá um toque pra você ligar pra ela porque ela tá sem crédito. Ela chora, se irrita, briga com você e no final... você descobre que era apenas tensão pré-menstrual. Ela é chata quando você bebe, reclama quando você corre com o carro e tem crise de ciúmes quando uma bunda passa do seu lado.


Mas ela joga futebol e video game com você, enturma com os seus amigos, come pizza sem reclamar da dieta, faz brigadeiro de colher sem se preocupar se vai engordar ou não. Ela faz guerra de travesseiro, quer ir trocando as marchas do carro enquanto você dirige, te faz rir a todo momento. Ela te ouve, te dá conselhos. Ela não tem vergonha da própria opinião. Ela aprende com você que a melhor forma de parar de brigar é calar a boca do outro com a própria boca. 


Aí, de repente toda mulher fruta, toda mulher bunda ou peito, todo estojo de maquiagem ambulante ou chapinha de pernas e braços desaparece da sua vida. E do seu campo de visão. Todo mulherão da balada passa desapercebido perto da sua menina. Você percebe que está maduro o suficiente pra ser seletivo. E se sente honrado de ter colhido uma das "maçãs do topo". 
Aquelas que poucos beijaram e/ou tocaram, aquelas que vão ao cover da banda preferida ao invés de baladas comuns. Aquelas que são vaidosas pra elas mesmas. Que usam maquiagens, cuidam do cabelo pra se sentirem bem e não para competir. Aquelas que se valorizam. Aquelas que trocam balada pelo aniversário de dois anos do priminho. Aquelas que contam histórias da vó e fazem questão de te apresentar pra toda a família. Aquelas que não aceitam passar o ano novo numa festa badalada pra passar com a família. Pra dar o primeiro abraço de ano novo nos pais e irmãos. Que troca sair com você pra ficar com a amiga que terminou o namoro.


E você admira tudo isso. Afinal, tem como gostar de verdade de quem você não admira? E tem como admirar alguém que não se dá valor? Que não dá valor nos pais? Que não valoriza os amigos e a própria profissão?
Você admira ela cada vez mais e mais... Até que se dá conta de que não é mais admiração. É amor. 
Puramente amor."
Amigo Imaginário


Bom, pra quem não sabe, eu tenho 3 amigos imaginários. Nenhum é imaginário ou pseudônimo propriamente dito, como vocês podem pensar. Eles existem, para mim e para muitos pelo menos. Entretanto, foi dado a eles um apelido generalista. O Amigo desta vez adotou como nome artístico, eu acho ó que chique. Quem os conhece sabe de quem se trata, mas como ele mesmo assinou assim, desta forma vou deixar. =)

"E eu tive tudo sem saber quem era eu... Eu que nunca amei a ninguém, pude então, enfim amar!"
Los Hermanos



PS: Mandem seus textos pra cá também!  =)
PS2: Mais uma vez o blogspot ficou de mal comigo e não quis brincar de se comportar pra eu formatar o texto.



Ninhá!
Galera do bem! O post de hoje é de uma pessoa muito especial para mim: a Mel. Uma das pessoas, como o próprio nome já diz, mais doces que já conheci na vida. Uma menina, filha, amiga, irmã. Uma pessoa dessas que dá vontade de por no colo e fazer cafuné. E, com certeza uma das pessoas que mais me fizeram sorrir na vida.
Esse texto que ela me enviou por e-mail chegou num dia legal. Num momento em que eu precisava ouvir ler palavras sinceras e de carinho.


MariANA: minhas chatas favoritas!

Ah, os amigos....
Quem são eles, afinal?

Amigo é primavera! Quê??? É, amigo é o alívio para o tempo de seca, é o que traz tão vivo as belezas da vida; o amigo nos mostra que nem o frio, a seca ou a aparência de “sem vida” que foram deixados pelas duas últimas estações, nada, nada, nada pode contra a nossa essência.
Amigo é a renovação para quem dá e para quem recebe, é a descoberta de mais de um coração em uma só pessoa.
Amigo é quem nos compreende na mais inexplicável fossa, porque amizade é isso: preocupações, alegrias, sucessos e fracassos divididos.
Um amigo nunca te deixa sozinho só porque você está indo por um caminho errado, mas em vez disso ele diz, “Vamos quebrar a cara juntos?”
Amigo cuida de você como se fosse da família, porque “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E tem amor mais cativante do que de um amigo?
Amigo é um antídoto para o egoísmo, falsidade, solidão...
Amigo é o atalho mais rápido para viver nas nuvens, viver de um jeito sublime.

Amigo é assim, é chegar numa sala onde todos se conhecem, sentindo-se uma intrusa, mas ai, no meio disso tudo, ouvir duas malucas que não paravam de rir dizer com um baita sorriso: “Oi, meu nome é Ana, essa é a Mari, você não quer vir com a gente? Porque ninguém gosta de ficar sozinha. Prometo que ninguém vai te assustar, por enquanto...” (tudo isso dito de uma vez só, seguido de uma longa gargalhada!) Então, sem esperar, ter sua vida mudada. E a partir dai,  viver com a certeza de que você  ganhou uma família extra (literalmente e com direito a babá!).

Cuide das suas amizades!!! Nunca é tarde para por um fim na sua ausência. Vá atrás dos seus amigos e faça-os saber que você se importa com eles. Não tenha vergonha de dizer o quanto eles são especiais. Faça isso e você sentirá na pele a diferença que faz o amor, o apoio... a loucura de uma amigo!

E a música...bom, é o que digo pra você: “Lean on me”!!! 



“Existem dois tipos de chatos, os chatos propriamente ditos e os amigos, nossos chatos favoritos.” 
Mário Quintana

beijos a todos os amigos da Ana e é claro um beijo mais que especial as minhas musas inspiradoras, Mari e  Carol, AMO VOCÊS!

MEL =)



PS: Minha filha é um orgulho viu!
PS2: Mel, você tem que escrever mais vezes pra cá, sua linda!
PS3: As letras estão muito pequenas? Eu não quis mexer na formatação e o Blogspot é um fiasco para se formatar os textos!
Ninhá!

Venha, mas venha com o coração. Traga seu sorriso, seu brilho no olhar, sua voz aveludada. Mas venha. Venha logo! Volta! Não, não volte. Volte. Ou não. Mas venha. Quero saber como você está, como você se sente, o que sente e o que você tem feito da vida e ela de você. Sinto saudade.
Não, não volte. Por favor, não volte. Não quero mais. Ou quero. Quero tanto que a melhor forma de querer é negar que quero. Venha, traga o teu perfume, tua risada, tua cantoria no chuveiro. Reclame, discuta, não pare de falar. Eu sinto falta disso. É, eu reclamava, mas no fim das contas, sinto falta. Conversa comigo!
Se você voltar eu juro que... Digo, se você vier eu juro... Eu juro que não reclamo mais, não grito mais, não te acordo às 6 da manhã nunca mais. Mas volte. Venha. Mas venha sutil, não venha de repente. Venha de uma forma que... De uma forma que eu nunca te incomodaria! Que eu não faria você assistir comédias românticas.
Não demore! Porque está aí parada? Não vê que eu te quero por perto? Venha logo. Antes que eu mude de ideia. Venha. Solta os cabelos e venha. Me acorda cedo pra ser a primeira a me dar bom-dia. Me acorde com uma mordida na orelha. Seja chata, implicante, ciumenta... Mas venha.
Aliás, tenho uma reclamação: não suma! Isso dói. Dói no mundo. Venha, venha me contar histórias, me dar seu ombro pra chorar. Venha me consolar. Me abraça forte e diz que vai ficar tudo bem. Que estamos protegidos da maldade. Que as pessoas são boas. Que é preciso acreditar. Que existe amor, respeito, paz.
Reclame da bagunça, do futebol na TV, chore assistindo a comédias românticas. Mas é importante que você venha. Olha, eu trouxe chocolate e flores, são pra você. Pra você. Você. Você tem que vir. Com TPM, agitada, irritada, deprimida, mas tem que vir. Venha pros meus braços. Deixa eu ir para os teus. Converse sobre a novela, sobre a coleção de inverno de sapatos, desabafe sobre aquela vaca chata. Eu sinto falta disso. De você.
Como você me irrita! Não, eu não estava de TPM, e sim, a culpa foi toda sua! Mas, mesmo assim... Me ligue, me mande uma mensagem. Peça desculpas. Eu prometo pedir também. Deixa eu deitar do teu lado, me faça cafuné. Consola-me, me nina, me mima, me nana. Mas por favor, esteja ao meu lado ao amanhecer, senão não vou conseguir dormir.
Pode ficar em frente ao espelho segurando num pneuzinho inexistente e dizendo que... Ham... É, eu não tava prestando atenção no que você dizia. Porque você é linda brava. E o pneuzinho não existia! Fique em frente ao espelho apontando celulites que eu não exergo (uma dica: homens mal sabem o que é isso.). Pergunte-me se está gorda. Não, você não está. Está linda, como sempre.
Fique todo esparramado no sofá, grite com o juiz, ligue pra zoar o corinthiano ou o palmeiriense dos teus amigos. Me explique para que lado o seu time faz gol. Mas enquanto faz isso, por favor, acaricie meu joelho ou minhas costas. Comemore o gol do seu time me dando um beijo. Na verdade não significa tanto pra mim o gol, mas o beijo... É compartilhar uma alegria sua comigo. 
Demore o tempo que você quiser para escolher roupa. Prometo que vou ajudar na escolha. Mas, por favor, não se perca de mim. Prometo te acompanhar às lojas e ser paciente. Desde que você volte. Desde que você agradeça pela paciência com aquele olhar de alegria e um beijo. Permita-me beijar você em público. Volta para que eu possa andar de mãos dadas com você para que todos saibam que juntos estamos.
Seja bonzinho. Venha me aconchegar no teu peito, rir feito um bobo comigo. Venha me proteger, me esquentar, fazer cócegas. Você faz falta. Sinto tua falta. Venha, vai! Se você vier...
Se você vier eu juro que não reclamo mais dos dramas. Pois se eles vem de você, devem ser verdadeiros. Chore, eu te dou meu ombro. Brigue, eu te dou razão. Reclame, e eu te dou minha boca. Venha e te entrego o coração.
Se você prometer cuidar dele, eu te entrego o meu coração. Mas a regra é clara: não o maltrate, ele já está machucado o bastante. Cuida dele, cuida de mim. Eu me entrego a você.

Mas, por favor,
Venha.

"Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei." 
Caio Fernando Abreu

Texto escrito a quatro mãos por mim e pelo Roddy (ou como gostarem de chamar ele), um grande amigo do blog e um ótimo escritor (quem quer que ele faça um blog põe o dedo aqui que já vai fechar...). Espero que gostem (espero comentários também hihihi)! 

Beijokas meus amores! 
Ninhá!
"Olá, leitores da ilustríssima Aninha.... permitam que eu me apresente: Sou Andjara, uma estranha em muitas coisas..... mas não vim aqui falar a meu respeito, e sim escrever algo interessante nessa sombra do ipê branco!

Não sou cinéfila! Isso é fato... mas quando a madame Ana Carolina, também conhecida como Ninhá, me pediu para escrever algo para o blog, comecei a pensar sobre o que seria... uma missão difícil, é verdade, mas eis que surgiu a ideia de falar sobre cinema... mais especificamente sobre um filme em especial e que ainda irá render bons momentos, pelo menos é o que eu e mais alguns (hein? hein?) esperamos....

Afinal, qual é esse filme? Nada mais, nada menos que Na natureza selvagem (Into The Wild, 2007), uma história de Christopher McCandless, um rapaz inteligente e bem de vida que, aos 22 anos, logo após terminar a faculdade, abandona tudo – família, dinheiro, carro e todos os confortos da vida moderna –, muda de identidade e sai perambulando pela vida. Entre um emprego temporário e outro, entre caronas e desafios, Chris anseia chegar ao Alasca selvagem, local em que ele estaria longe de todos e em harmonia com a natureza, a única que poderia ser verdadeira diante das desconfianças nas relações humanas e seu materialismo exagerado.

Envolvente e marcante, Na natureza selvagem resgata a importância das relações humanas sinceras e a busca das nossas verdades. Aliado a isso, os cenários encantadores nos fazem adentrar no filme e viajar, juntamente com a bela trilha sonora, composta por Eddie Vedder. Assim, de maneira quase hipnotizante, o filme torna-se uma verdadeira reflexão sobre a vida e, sem dúvida, é marcante a questão de que “Happiness only real when shared” (a felicidade só é real quando compartilhada).

A perfeição do filme faz com que ele esteja presente no livro “1001 filmes para ver antes de morrer”.

Se não bastasse um filme perfeito e uma trilha sonora primorosa, a sessão “Na natureza selvagem” pode ser completada com o livro, de mesmo nome, de Jon Krakauer, que nos responde algumas questões sobre McCandless e compara a sua vida com a de outros aventureiros: uma trilogia perfeita!

E você, caro leitor do blog da Ninhá, deve estar se perguntando os motivos que me levaram a escrever sobre esse filme. Primeiramente, pelo fato de que essa pessoinha, dona do blog, é muito especial para mim e eu efetivamente acredito que ela é uma das pessoas que compartilha a felicidade comigo. Se não bastasse isso, em alguns dias, esse filme será motivo para uma visita que eu irei receber... J

Infelizmente, esse filme me traz más lembranças sobre uma pessoa e alguns fatos.... mas prefiro me apegar aos bons motivos para vê-lo e revê-lo, para ouvir milhares de vezes a trilha sonora e reler o livro!

Para finalizar, nada melhor do que o vídeo com a melhor música – na minha opinião – do filme!


Para quem não conhece o filme, é uma ótima sugestão para a próxima visita à locadora... para os que conhecem, revê-lo é sempre uma nova viagem!

Abraços a todos os leitores da Ninhá e, em especial, para a própria!"


Andjara tem 27 anos, é professora de biologia, mineira (uai!) e é mais conhecida como And!

"Everyone I come across, in cages they bought
They think of me and my wandering, but I'm never what they thought
I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts
I'm alive..."
Eddie Vedder

PS: Valeu And pelo texto! Tá lindo! E digo mais: um abraço procê tambem!
Ninhá!
Pessoal! Tudo certo com vocês? Primeiro: muuuuuuito obrigadíssima pelas 1667 visitas no último post! =) Muito obrigada mesmo! E ao Fabiano (fossísimo), por ter rettwitado o link.

Em segundo lugar, muito obrigada pelos votinhos e pelos comentários fofuchos de vocês! =)

Em terceiro lugar, o post de hoje é de uma leitora. SIIIIIM! \o/ Recebi um texto por e-mail de uma leitorinha linda que escreveu pra gente! Aproveito pra dizer que todos podem mandar textos bacanas pra eu colocar aqui no blog, viu?!

O post de hoje é sobre uma coisa brega. Olha, me permito dizer isso porque a própria autora assumiu a tamanha breguice. E eu ADORO brega! Segue então o post (tal e qual me foi enviado!):



"Hoje descobri que estou apaixonada...

Ontem eu não falei com ele. O ruim dos tempos modernos é que às vezes nos falta tempo para falar com as pessoas que gostamos. Mas isso me passaria desapercebido se eu não tivesse recebido uma mensagem dele. Uma mensagem cheia de carinho, dizendo apenas três palavras: “Estou com saudade”. Essa mensagem me fez sentir saudade também. Respondi. Perguntei se iríamos nos falar mais tarde. Mas, ontem eu não falei com ele. Ele me respondeu que não sabia. Nesse momento, eu senti o poder dessas palavras. 
A angústia era tão grande que era difícil de acreditar. Por que eu me sentia assim? Aquela comida só podia estar estragada. Comecei a imaginar os porquês daquela resposta. O que ele estava fazendo? Onde estava? Com quem estava? Eu não sabia e nem queria responder àquelas perguntas. Por que eu estava pensando nisso? Era loucura. A noite passou e isso não saiu da minha cabeça. Queria ter falado com ele. Será que ele também queria? Eu nunca tinha ficado tão angustiada por tão nulo motivo. Quanta breguice. Nem me reconhecia mais. Só tinha uma explicação. Estava na cara. Uma explicação brega: eu estou completamente apaixonada por ele. E ontem eu não falei com ele. Ah, meu Deus, como eu sou brega!

Pensando melhor, caro leitor, talvez essa breguice seja o que está faltando nesse mundo."

Clarice tem 20 anos, é estudante universitária e uma brega assumidíssima! E está mais do que convidada a escrever mais vezes!

E confesso: apesar de rir muito do "desespero" da Clarice, devo dizer que sinto coisas semelhantes!

"Eu te amo calado
como quem ouve uma sinfonia de silêncios e de luz.
 Nós somos medo e desejo,
somos feitos de silêncio e som.
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."
Lulu Santos - Certas Coisas

PS1: a versão dessa música com o Lenine cantando é PERFEITA!

PS2: juro que cogitei colocar um trecho de Boate Azul pra completar a breguice... Mas tava ouvindo essa música linda e achei mais cabível!


Ninhá!
People! O texto de hoje não foi escrito por mim (estou muiiiito atarefada, mas prometo que o próximo será meu!), mas sim por uma pessoa muito especial, o Roddy. Pedi a ele que falasse sobre o amor. Assim, na verdade pedi a ele que falasse sobre qualquer coisa, mas como ele só me enrola com a desculpa que não sabia sobre o que falar, dei a ideia de falar sobre o amor. E cá está este texto maravilhoso (e o convite para que mais pessoas especiais escrevam aqui!):

Me pediram que eu falasse sobre o amor. Mas como é que eu vou falar sobre o amor sendo que o amor é algo tão amplo que não cabe em palavras?

O que eu sei da minha experiência de vida sobre o amor nada mais é que dolorido ele é, mas que vale muito a pena amar.

Quando falo do amor, não digo apenas aquele amor entre homem e mulher (muito confundido com paixão, ultimamente). Eu quero dizer o amor amplo, que deveria existir entre todo e qualquer ser habitante do Planeta Terra.

O que na minha opinião falta é as pessoas olharem uns para os outros com amor, com carinho, compreensão. Amar quem a gente quer é fácil. Difícil é amar quem nos magoa, quem não nos corresponde, quem nos persegue, nos fere.

Eu escrevi que amor é diferente de paixão. Pois agora eu afirmo: apaixonados, vocês NÃO estão amando! Paixão é passageiro, é fogo, é carne, é sensualidade. O amor não... O amor vem sutil, brota no coração da gente, cresce florescendo a vida e colorindo o mundo que a gente enxerga.

O amor dói, sim... É, pode até doer. Mas no final das contas, compensa. simplesmente porque era amor. Era puro, inocente, sem segundas e terceiras intenções, sem interesse.

O que é puro e inocente permanece. O que é sensual, ligado às paixões é passageiro e geralmente resulta em frustrações.


E aonde a gente encontra o amor? Poxa, em todos os lugares! No respeito, na compreensão, no carinho, na amizade. Nas flores, árvores, chuva e terra. No seu cachorro abanando o rabo e babando em você (quando não te derruba ainda por cima) quando você chega em casa . No beijo na testa. Na gratidão. Na doação, nos corações dos voluntários, no sorriso de uma criança, no olhar de pessoas que amam a vida. Na mãe carregando seu filho na barriga. No cuidado com os velhinhos. Na alegria das crianças. Na luta e na força de vontade. Num abraço "grátis". Nas preocupações de um amigo.

Aliás, quer maior ato de amor que a vida? Não cabe a mim questionar ou falar de religião aqui, mas vamos combinar que quem nos deu a oportunidade de viver é quem mais nos ama.


Às vezes a maior forma de amor que encontramos está em puxões de orelha, broncas, preocupações. A gente passa por sofrimentos que não são nossos. E alegrias também. A gente alerta, não quer que a pessoa que amamos sofra. A gente passa por chato, estúpido, antiquado. Mas o que importa amigos, é que a gente alertou, demonstramos nosso amor por aquela pessoa. Se ela tem o entendimento no momento ou não já não cabe a nós julgarmos, mas a nossa parte já fizemos.

Já ouvi falar que esta geração (não sei bem se a minha idade me permite enquadrar-me aqui) é a geração do amor. É a geração com o dom da transformação pelo amor. De amar os animais, a natureza, seu semelhante. Olhar para o outro com carinho. Tudo isso é muito belo e bonito, mas acho que muitos andam distorcendo o sentido do amor.


O que eu vejo mesmo é que Amor virou Sexo, amar é ir pra cama. Beijar virou uma competição de quem pega mais baba alheia. Se apaixonar é ir pra cama e esperar o outro se importar. Amor próprio se confundiu com necessidade de auto-afirmação. Se importar é chatice. Beber é essencial para diversão. Se você é romântico à moda antiga, é frouxo. Se você dá em cima, é pegador. Se um pai e uma filha estão de mãos dadas, é o tiozão pegando a menininha. Fidelidade é utopia e namorar é monótono. Se você é honesto, é bobo. Bonito é quem tem carrão e veste roupas de marca. Linda é ser vulgar. Ninguém se importa em jogar bituca de cigarro no chão, fumar perto de quem não fuma. Gentileza é idiotice. Religião virou um tapete que esconde a sujeira e a hipocrisia das pessoas. Mata-se por Deus.


Sinceramente eu acho que as pessoas não estão prontas para receber aquelas que vieram ensinar o amor. A prova maior disso é que o primeiro que apareceu pregando o sentimento acabou pregado numa cruz.

E quantas pessoas não são crucificadas pelo julgamento alheio?


Se é voluntário e dá abraços grátis, que se aparecer. Se é carinhoso, é interesseiro. Se elogia, é puxa-saco. Se abraça e beija a todos, tá fazendo média. Se oferece ajuda, quer algo em troca. Se é atencioso, tá querendo saber de algo. Se abre sua vida, tá mentindo. Se não abre, tá escondendo. Se é feliz, é irritante, causa inveja. Se é delicado e gentil, é gay (E se for? Qual o problema?). Se dá risada, é exagerado. Se é tímido, é carrancudo, não se mistura.

Tudo isso me leva a crer que, embora os tempos sejam outros, o ser humano tem evoluído muito pouco quanto a sentimento. Evoluímos nossas máquinas, a medicina, a tecnologia. E ficamos andando a passos de tartaruga no quesito amor, humanização, fraternidade. Como eu já disse, ainda há quem mate em nome de Deus. Assim como faziam há muito tempo atrás, antes mesmo de se acreditar num deus único e universal (e é impressão minha ou ainda disputa-se quem tem o melhor deus?). Crucificam pessoas como crucificaram o irmão que nos uniu. Julgam como julgavam antes. E ainda há lugares que apedrejam mulheres.


Mas existem pessoas especiais. Atrevo-me a dizer que vieram de outro mundo, planeta ou até mesmo de dimensão. São cheias de defeitos, afinal, são humanas agora. Mas carregam dentro de si a capacidade de acreditar, a vontade da mudança, a luz que modifica, o amor universal. E é preciso muita sensibilidade para identificá-las e compreende-las. Digo isto porque quando vejo uma delas, logo percebo que são diferentes, mas estranhas às pessoas.


Essas pessoas, em geral, podem ser identificadas como pessoas queridas por muitos e odiadas por alguns, os que a admiração ultrapassou a linha tênue e virou inveja, como li num texto que recebi por email. Algumas são mais velhas e vejo muito disso em crianças. A vontade de amar, de amar a todos. A ingenuidade de achar bondade em tudo e todos. A vontade de cuidar. O brilho dos olhos e a liderança invejável (e invejada também).

São humanas. Seres humanos. Vieram plantar a sementinha do amor. E praticam humanidade. Como se pratica humanidade? Amando, oras!

Roddy é médico oftalmologista, tem 32 anos e é um grande amigo do blog. Espero que em breve mais amigos venham escrever aqui. Quem quiser, por favor, me fale. Estou ansiosa! =)



"Tudo é amor. Até o ódio, o qual julgas ser a antítese do amor, nada mais é senão o próprio amor que adoeceu gravemente."

Francisco Cândido Xavier