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Ninhá!
É Ana Julia. É, minha cara irmãzinha... Já já você completa dois anos. Eu sei que você ainda não sabe ler e que ver o Pocoyo é muito mais divertido que ouvir esse monte de palavra que hoje não faz sentido algum pra ti. Nem é pra fazer... Seja criança. Tenha pressa não. Continue assim... Um dia eu te entrego isso por escrito e daí você lê.

Eu poderia desejar a você saúde, paz, amor, felicidades... Mas eu desejo tudo isso a você todos os dias da minha vida, desde quando a mamãe contou pra mim e para o papai que você estava na barriga dela. Ao invés isso, prefiro desejar hoje (e sempre também, por que não?) outras coisas. Coisas que talvez ninguém te diga em aniversário algum (eu pelo menos nunca recebi essas congratulações desse tipo).

Enfim...

Desejo que você continue meiga, divertida e curtindo os menores detalhes de tudo que aparece ao seu redor. Que você sempre dê valor às descobertas, ao minimalismo e à simplicidade das coisas ao teu redor.

Desejo que um dia, quando você crescer, você tenha um amor platônico. Simplesmente porque é a partir de um amor platônico que a gente começa a descobrir o que busca. E como já diria alguém muito mais velho que eu, quem não sabe o que busca não reconhece quando encontra.

Desejo que um dia você tenha um amor não-correspondido. Sério mesmo. Por dois motivos. O primeiro para que você aprenda a respeitar os sentimentos dos outros, mesmo quando você não sentir o mesmo por eles. E segundo porque você um dia vai perceber que existe (e que você merece) alguém melhor, digo, alguém que combine mais contigo.

Desejo que adquira o hábito e o prazer da leitura. Por livros. Quem lê sabe argumentar, sabe escrever, sabe se defender, não mata nenhum professor de infarto agudo do miocárdio, dá orgulho para os irmãos mais velhos e para os pais, adquire cultura e tem o privilégio de viajar num mundo só seu. Sério mesmo. Um dos melhores conselhos que eu posso te dar é esse: leia, leia muito! Muuuuuito. Muito mesmo, entende? Ah, e por favor, mate-me de orgulho e leia Harry Potter, prometo que te dou a coleção completa quando você aprender a ler, ok? Leia também O Pequeno Príncipe, a série Os Karas, Amor e Preconceito e o que mais você se interessar. Mas não se esqueça do Harry, ok?

Desejo que você tenha muitos, muitos amigos. Homens, mulheres, mais velhos e mais novos que você, virtuais. Novos e antigos. Que você preserve as amizades que conquistar pela vida e que sempre caiba mais um amigo no seu coração. Ah, saiba escolher seus amigos. Pela afinidade de energias, pensamentos, respeito, amor e dedicação ao nobre sentimento da amizade.

Desejo também que você ria muito. Que faça piada de si mesma, que não leve seus erros tão a sério. Simplesmente pelo fato de você chamá-los de erro, significa que reconhece-os, não fez de propósito e que fará o possível para consertá-los, certo?

Que você se apaixone por uma profissão. E que seja a sua, de preferência, ok? Que você coloque amor e a vontade de servir em tudo que faz.
Padrinho e irmão.

Espero que você converse com todas as pessoas, de igual pra igual, com carinho e educação, seja quem for. E que você tenha amor pelas pessoas, pelo ser humano, sem nem conhecê-los direito. Que você possa ter amor ao simples contato, que seja apaixonada pela tua vida e pela vida dos outros. Que se sinta no direito de sentar ao lado de quem bem entender (seja ele doutor, não-doutor, presidente, deputado, policial, militar) e puxar assunto. Com amor e carinho você conquistará o mundo.

Sabe, as pessoas são carentes, carentes demais. Carentes de um toque, de uma conversa, de um bom-dia, de amizade, carentes de um sorriso. E você pode e deve fazer o que estiver a seu alcance para sanar essa carência de afeto e calor humano. Todo mundo é carente. Inclusive você e eu. Entenda que todo mundo precisa de amor, seja quem for.

Aproveito pra te dizer que nem sempre esse amor todo será entendido, compreendido e/ou retribuído. As pessoas (em geral, ok, não todas) tem o péssimo hábito de achar que amor é vulgar, é cheio de interesse, é carne e tem a ver com sexo. Infelizmente se esquecem que amor não é isso. Mas você jamais pode se esquecer, ok? Mesmo porque eu estou te escrevendo isso pra te lembrar.

Desejo que você um dia more sozinha e se divirta muito com isso. Tenha os seus horários, a sua liberdade, cresça muito e pouco tempo. Ou que more com mais pessoas e cresça muito também. Não é somente a solidão que ensina. Ou melhor, solidão não é só enquanto estamos sós.

Desejo que você tenha uma banda/grupo/cantor/músico favorito. Ou um ator/atriz. Priorizei os músicos porque normalmente são pessoas de rara sensibilidade. Que você goste muito da música deles, se divirta, saiba muitas de cor, consiga ir a um show. Desejo também que eles (ou ele, ela, sei lá, está nas suas mãos escolher de quem vai gostar) sejam pessoas humildes e sensíveis. Que você tenha alguma forma de contato com eles (sabe, na minha época existe um tal de Twitter, dá pra conversar com quem você gosta por lá, caso ele tenha boa vontade; ou no final do show sempre tem uma fila pra conhecer pessoalmente, sabe?). Pode parecer meio bobo isso, mas é bom pra você ver como é ótimo ser reconhecido por alguém público que a gente admira (e por que não ama, já que te disse tanto sobre amor?). É gostoso, é importante pra gente, sabe? Você vai gostar disso.

Aliás, desejo que você AME música. Assim como amará ler. Que você ouça de tudo desde que não te agrida e que assim possa escolher o que mais gosta (o que pode não se limitar em uma coisa só, ao contrário do que muitos dizem por aí). Que você toque algum instrumento, que aprenda a ler partituras, que saiba compassos. Simplesmente porque música dá leveza à alma e te torna alguém muito mais sensível.

Que você respeite as escolhas e gostos alheios. Assim como opiniões. E que faça a sua ser entendida e respeitada, assim como você vai respeitar as opiniões dos outros. Mas para isso você terá que ter argumentos, o que me remete ao item sobre leitura.

Que você tenha alguma decepção com algum "grande amigo". Acredite em mim, isso vai acontecer. E você vai crescer absurdamente com isso. E vai ver que ser amigo é algo difícil.

Desejo que você perdoe as pessoas. Talvez elas nem mereçam tanto assim, mas você vai se livrar de um veneno muito malvado que chama rancor. Ou de uma úlcera gástrica com nome de mágoa. Perdoe, tá? Inclusive me perdoe por não ter visto você crescer direito.

Existem dois conselhos que recebi em épocas diferentes e há alguns anos, mas guardo sempre, simplesmente porque foram palavras que mudaram minha forma de enxergar as coisas e consequentemente de encarar os fatos e a vida. Acho importante deixá-los anotados para você, talvez você também faça bom uso, numa hora (ou em várias situações como no meu caso) oportuna.

O primeiro eu recebi de um músico e comediante. Ele chama Fabiano Cambota, canta numa banda que chama Pedra Letícia (isto foi escrito em 2013, mas espero que ainda existe até você ler essa carta, eles são realmente divertidos).  Há uns 7 anos atrás ele me disse que as pessoas só fazem com a gente aquilo que a gente deixa que elas façam. Faça bom uso das palavras dele.

O segundo foi de uma psicóloga da faculdade, a Julia. Uma vez ela me disse assim: "as pessoas só podem oferecer aquilo que elas tem. A gente só dá o que tem dentro da gente. Você dá amor porque tem amor pra oferecer às pessoas."

Por fim peço desculpas pela encheção de saco. E fique sabendo que provavelmente acrescentarei mais coisas a este texto inicial conforme você vai crescendo.
Já te disse que você parece tipo uma rockstar nessa foto?

Amo muito você e muitas vezes pensei em roubar você da mamãe. Mas sabe como é né. É 2013 e você ainda tem quase 2 anos, usa fralda, faz birra e dá trabalho. hehehehe Mas eu te amo tá? Sou sua irmã e madrinha e isso é o suficiente pra me permitir escrever isso tudo pra você e subentender que você vai ler quando estiver mais velha.

Um beijo, um upa bem apertado e uma mordida da tua irmã e madrinha,
Ninhá.

Obs: Ah, e Parabéns! Muita paz, saúde, felicidades, amor, enfim... Tudo de bom, tá?


"Ter que ver você assim, sempre tão linda. Contemplar o sol no teu olhar..."
Anna Julia - Los Hermanos

PS1: Eu sei, tô devendo as resenhas de shows, mas eu vou pagar, prometo! Tá tudo na ponta dos dedos!


Ninhá!
Eu poderia começar esse texto falando sobre resoluções de Ano-Novo. Eu poderia estar roubando, matando lamentar tudo que não fiz em 2012 e prometer fazer em 2013. Eu poderia fazer uma retrospectiva. Mas já é meio de janeiro e eu ainda não escrevi nada.

Bom, sabem aquela sensação de nadar, nadar, nadar e morrer na praia? Aquela frustração de ter se esforçado tanto e não ter dado certo? Aquela hora que você se sente injustiçado por alguém em que você confiava? Pois é.

Acontece que pra começar o ano muito bem e tentar me livrar da zica de 2012 fui ao show da minha banda preferida, o Nenhum de Nós, afinal, a música deles sempre me ajudou em muita coisa desde meus 8 anos. Pois bem. Arrastei meu irmão, minha prima e uma amiga e fomos ao nosso bar favorito, lugar livre de tchê-rê-rê, tchu-tchá e lêlêlelelele...
Eu esperava um show ótimo, lindo, emocionante. E realmente foi. Só não esperava conhecer pessoas maravilhosas que mudariam meu estado de espírito.

Se tem uma coisa que eu odeio e sinto vergonha é chorar em público. Sinto que a vergonha eu perdi agora, mas o desconforto continua o mesmo. Entretanto, existem situações que a gente não consegue se controlar, certo? E foi uma delas. Eu não gosto de chorar em público principalmente porque há um certo desespero no ar e é como se você devesse uma explicação do seu choro para as pessoas ao redor. O problema é que nem sempre você quer falar sobre isso ou realmente há uma explicação (ou não há APENAS uma). Às vezes simplesmente o choro vem, pra lavar a alma.
Quem me conhece de perto, sabe que há muito eu precisava dar um banho de lágrimas na alma. Pra erguer a cabeça, respirar profundamente e seguir em frente.

Conheci daí, no show, uma pessoa que me identifiquei logo de cara (você jamais escaparia de uma relato do dia 10/01/2013, Sara). Algo me dizia que ela era uma pessoa de grande sensibilidade e amor no coração. Um puxão de braço, um "vem aqui" e no final do show (após pegar minha palheta que tanto eu queria do Carlos), quando me dei conta, estava no camarim.

Epa, peraí... Peraí senão eu choro de novo. Bom, acontece que além de conhecer minha nova amiga, conheci, por trás dos músicos que eu ouvia desde criança pessoas de incrível sensibilidade, de abraço apertado, de sorriso sincero, de brilho no olhar. E finalmente eu encontrei o que eu tanto precisava. Acho que a espera foi tanta e o encontro tão inesperado que chorei que nem criança. Juro. Eu, que por muito tempo não me permiti chorar em público desabei frente às pessoas que eu queria que vissem apenas meu sorriso.

Repito porque devo repetir: pessoas de alta sensibilidade. Tanta sensibilidade que Nenhum me perguntou o que havia acontecido ou "você tá bem?" ou então: "não chora". Tanta sensibilidade que me permitiram chorar em ombros, abraços e por pra fora tudo que me apertava o peito. Tanta sensibilidade que ouvi o que eu precisava sem falar sequer uma palavra de explicação. Senti paz no olhar e voz. Senti paz de espírito. Me dei conta de que realmente nenhum mal ou fase ruim dura para sempre. E que é a mais pura verdade que ninguém entra na vida de ninguém à toa. Nada é à toa.

Ouvi frases como: "Mas você tá feliz? Tá chorando de felicidade né? É isso o que importa!"; "Só tiro foto se daí sair um sorriso!"; "Mas esta é a intenção." (essa ficou no coração)

Depois de uma semana já do encontro, mais uma vez sinto que quero agradecer de novo. Obrigada Sara, Juca, Thedy, Carlos, Sady. Obrigada Nenhum de Nós pelos 14 anos de música, flores na cabeça e pés descalços na minha vida.

Obrigada Vitor, Camila e Jéssica por estarem comigo nesse dia pra comemorar meu 1 ano de cirurgia e minha formatura (inclusive se alguém estiver precisando de uma fisioterapeuta, viu...).

Obrigada e desculpa Papai do Céu por andar tão revoltada ultimamente. Espero que um dia eu possa entender o que você quer dizer com tudo que anda acontecendo.

E um ótimo 2013 pra todos vocês!

Beijos e um abraço bem apertado!

"O que eu sinto a respeito dos homens é estranho. É estranho como é frio... É estranho como eu perdi a fé. É estranho como é estranho perguntar um nome." 
 Extraño - Nenhum de Nós

PS: Quero Nenhum de Nós no interiorrrrr de São Paulo de novo! E logo!
PS2: Esse texto me lembrou da época dos meus 8 anos e como eu tinha que explicar quem era Nenhum de Nós pra todo mundo da minha escola. Tô ficando velha e meus 22 anos me pesam na minha asma. rs
PS3: Eu poderia citar a música Extraño toda... Francamente.
PS4: Não sou dada a resoluções de Ano-Novo. Mas quero escrever mais esse ano sim! Peguem nos meus dois pés, por favor.
PS5: Estou aceitando orações! rs


Ninhá!

Eu queria poder te encontrar. Te encontrar ocasionalmente, como todas as outras vezes. Sem planejar, sem sofrer por pensar nisso, naturalmente. Queria te encontrar assim, sem preparo, sem palavras prontas. Ambos nus de qualquer artificialidade, convenção ou modismo.

Eu queria poder te encontrar e conversar sobre qualquer coisa. Qualquer uma já servia, já que muito provavelmente eu ficaria sem palavras e presa em teu olhar. Queria te encontrar e conversar, cara a cara, olhos nos olhos para que os seus pudessem me arrastar para o fundo deles. Queria te encontrar e saber o que falar, sem me preocupar com o risco de falar alguma besteira ou alguma coisa sem sentido.

Eu queria sentar ao seu lado. Ao seu lado o suficiente para encostar minha coxa na sua e ouvir sua respiração. E fingir que não existia. Simplesmente porque não sei o que faria se você olhasse pra mim. Queria me sentar ao teu lado, para que você entendesse que eu sempre estive ali. Que o meu lugar deveria ser ali. Do teu lado.

Queria, talvez quem sabe, sentar-me à tua frente. Sem barreiras formais entre a gente. Sem pronomes de tratamento. Sem formalidade, sem capas.

Queria segurar sua mão. Firme, forte, seguramente. Queria segurar sua mão esquerda. Ou direita. Queria segurá-la... Mas não como forma de cumprimento, formal e impessoal. Queria andar de mãos dadas com você, ao teu lado, dedos entrelaçados ou não. Palma da mão com palma da mão. Aquele frio na barriga que há muito eu tenho sonhado.

Queria ter certeza absoluta e com provas científicas de que coincidências não existem. Que acasos não nos dão esperanças à toa. Que a esperança pode sim ser palpável, além de sonhável. Queria que todos os meus pensamentos canalizados não fossem à toa, não ficassem perdidos por aí, tolamente. Queria ter certeza de que nada é por acaso, que tudo tem razão. Porque eu acredito, mas às vezes nada parece ser real.

Queria ter certeza de que o destino não prega peças de mal gosto, tipo primeiro de abril. Que ele é generoso com os que sonham, se guardam de corpo e alma, tem fé e amam. Que quando é para acontecer, vai acontecer, não importam as intercorrências. Que quando duas pessoas tem que ficar juntas, elas ficarão. Que quando é pra gente ir a determinado lugar, há um propósito específico.

Queria poder passar as mãos pelo teu cabelo. Liso, bagunçado e castanho. Queria penteá-los com meus dedos para trás e ouvir sua risada gostosa enquanto faço isso. Queria sentir seus cabelos por entre meus dedos como tantas vezes te senti, escorregando por entre eles. Queria sentir o teu perfume mais de perto, teu cheiro de pele, a maciez do teu cabelo.

Eu queria... Ah, como eu queria! Provar da maciez dos teus lábios e saber se elas condizem com a da tua voz. Queria teu gosto, teu cheiro, teu eu.

Queria poder saber como e quando te encontrar. Ou não. Porque toda vez que eu planejo algo, não acontece. E o destino se encarrega de marcar nosso encontro. Queria muito, mas muito mesmo saber que essas coisas não são da minha cabeça, que as peças do quebra cabeça se encaixam sim sem serem forçadas em lugares e peças errados.

Queria poder te abraçar. Queria te abraçar e sentir seu coração o mais próximo possível do meu. Queria te abraçar e sentir sua proteção, sua pele, teu corpo envolvendo o meu. Queria ser o teu refúgio num dia difícil, tua amiga para todas as horas, teu ombro amigo pra chorar, quem você recorreria a desabafar. E depois de tudo isso, queria ser o colo em que você repousaria a cabeça e dormiria com um cafuné.

Queria ser teu apego, teu sossego, fonte de tua inquietação, tua certeza e incerteza. Tua parceira. Teu motivo de ciúmes bobo, crises de riso, tua gargalhada mais profunda. Tua admiração.

Queria contar estrelas ao teu lado, deitados na grama, platonicamente. Queria assistir futebol ao teu lado, brigar contigo por torcermos por times diferentes. Queria te fazer assistir minha série preferida comigo.

Queria poder olhar nos teus olhos e falar tudo que eu sinto e que queria que você um dia soubesse. Eu queria mesmo era que você soubesse da minha existência. Que se lembrasse de mim. Nem se for só às vezes. Nem se foi apenas uma vez, ao final do dia. Ao ver o por-do-sol. Ao término das tuas obrigações do trabalho.

Queria não precisar te esquecer. Nem tentar, sequer! Queria que não me dessem conselhos de como esquecer alguém... Porque todos eles são falhos. Queria não querer esquecer de ninguém nunca! Queria poder levar um pedacinho de cada um daqueles que cruzam meu caminho. Inclusive você.

Queria saber que um dia você lerá isso. E entenderá que é pra você e por você. Sempre foi. Desde que te conheci.

"Sinceramente ainda acredito em um destino forte e implacável.
E tudo que nós temos pra viver é muito mais do que sonhamos."
Jota Quest - Vem Andar Comigo
Ninhá!

- Mãe, coincidências existem?
Os olhos grandes e bondosos a fitaram, entendendo o sentido da pergunta:
- Não filha. Não existem. Tudo tem um por quê. Uma razão.
- E então? Por que... Bem, você sabe. Se tudo tem um por quê... Até mais os singelos encontros não são em vão, né?
- Não, não são. Os encontros e até mesmo os desencontros nunca são em vão.
Silêncio. Elas se olharam.
- Mas mãe... Como pode? Como pode me acontecer uma coisa dessas?
- Certas coisas não tem explicação... Pelo menos não tem explicações nossas. Mas tem alguma razão.
- Mas por quê? Por quê? Eu tento mãe, você sabe que eu tento. Mas quanto mais eu tento, mais as coisas convergem para que eu lembre.
Novo silêncio. Os dois pares de olhos grandes e escuros se encaram. Um dos pares tinha um brilho incessante, resistente, alegre e triste ao mesmo tempo.
- E o que eu faço agora mãe?
- Você já percebeu que todos os planos que você fez, todas as ideias que você teve... Nenhuma deu certo? Não premeditadamente.
- É, mas...
- Mas sem você esperar, sem planejar, sem saber... Você o encontrou novamente.
- Eu tô ficando louca mãe. Eu estou enlouquecendo. Não é possível.
A mais velha dentre as duas sorriu. Um sorriso doce, carregado de ternura. Então disse:
- O que é pra ser, será. E quando as coisas são para ser, quando é destino das pessoas se encontrarem... Elas vão se encontrar. Haverão oportunidades. Segundas e terceiras chances.
- Eu já passei pela segunda?
- Filha, mas que pressa é essa?
- É que dói mãe! Dói de ficar o coração apertadinho. Acho que sou cardiopata.
A mãe riu-se das besteiras desesperadas da filha. Seu doce olhar pousou nas mãos da filha, que mexia nervosamente no celular.
- Não tem graça, mãe.
- Ora, tem sim, senhorita.
- Não tem. Dói, é sério. Aperta aqui ó. Eu vi ele e me deu até vontade de chorar.
- Chorar?
- É! Chorar. Foi uma coisa indescritível. E você aí rindo de mim.
- Ora, filha. É que você fica engraçada desse jeito.
- Fico não ó. - e fez biquinho franzindo a testa.
- Até ele estava rindo hoje. Ria você também.
- Mãe... Duas vezes num só dia! Como pode mãe? Como pode ser possível? Por quê? Será que tudo isso pra nada? Simplesmente pra alimentar uma coisa que não vai dar em nada?
- Você está sendo muito imediatista.
- Eu só queria ter uma certeza de que nada disso é em vão. De que eu não estou alimentando uma coisa surreal. Eu queria poder abstrair.
- E por que não o faz?
- Porque toda vez que eu tento essas coisas me acontecem. Alguém fala o nome. Eu avisto. Levo um encontrão. Quase levo outro.
-E você ainda me pergunta se coincidências existem?
Fez-se silêncio. Um silêncio mais longo. Até que a mãe:
- Só te digo uma coisa, filha. O que é seu está guardado. O que é do homem, o bicho não come.

"Eu amava como jamais poderia se soubesse como te encontrar."
Oswaldo Montenegro
Ninhá!
Oi pessoal! Em primeiro lugar, peço desculpas pelo meu sumiço daqui. É que final de semestre é foda, né! Em segundo lugar, peço desculpas também pelo texto de hoje não ser meu, semana que vem tem texto novo de minha autoria! Juro! =)
Espero que gostem! É um moço muito especial que vos escreve hoje. =)

"De uma coisa tenham certeza: nada muda mais um homem do que o amor. Sério. Nem o futebol, nem a sogra, muito menos a bunda do comercial de cerveja. 
Afinal, o futebol acaba e seus amigos continuam sendo o porco, o bandido, o fedido. Se você ama a sua mulher de verdade, gosta da sogra, porque foi ela quem te deu a oportunidade de ter seu amor. A bunda do comercial de cerveja é apenas uma bunda olhada por todos, mostrada a todos e segundos depois mal se lembram da cara da dona da bunda.


Mas o amor... O amor é diferente! Conto a vocês aqui minha experiência. Não vim aqui contar depoimentos tchutchucos, ou dizer que em nome do amor eu mudei. Mas o fato é que a mulher, quando direita, e, me desculpem as feministas ou que partilham de ideias diferentes, sabe mudar um homem.
Eu, que nunca fui certinho me vi homem de uma só mulher. Me via cada vez mais impossibilitado de trair ou então de correr atrás de um belo par de peitos ou uma bunda.


Aí comecei a pensar algumas coisas. E, embora pareça hipócrita isto, hoje eu vejo com pena muitas das garotas com quem eu saía. Aquelas que descem até o chão, que vestem as roupas mais curtas e mais justas. As que não sentem pudor algum ao tirar a roupa pra você sem nem te conhecer, mas juram de pés juntos meiguice e timidez. Aquelas que você usa e joga fora junto com a camisinha. Aquelas que você beija sem sentimento, uma mera troca de baba. Ou então aquelas que juram se apaixonar (e tão fácil!) e você se aproveita disso. Antes eu gostava, hoje tenho pena.


A gente procura o que não se tem. Quando falta meiguice, doçura, brincadeira, cócegas, companhia... A gente procura fora daquilo que está dentro da nossa realidade. Por isso, garotas que prestam: não se sintam desiludidas. Uma hora a farra cansa. O sexo pelo sexo cansa. A bunda grande cansa. O mulherão se atirando aos nossos braços cansa. A facilidade cansa.
Tudo isso cansa porque não se pode levar a sério. 


Então você conhece uma mulher. Uma menina-mulher. Daquelas que não te cobra, mas te compreende. Que fica brava quando você bebe demais. Que usa tênis. Que dá risada e chora fazendo isso. Que fala sinceridades. Que não é artificial tentando te seduzir o tempo todo (embora ela já tenha o feito sem perceber). Que te liga pedindo conselhos. Ou que não te liga, mas dá um toque porque está sem crédito. Que se aninha nos teus braços e você sente o coração dela bater. Que sente vergonha, apesar de ser extrovertida. Que não "dá", faz amor. Que chora vendo O Rei Leão. Que não consegue ver uma criança sem tentar contato. 


Aquela que você considera "intocável". Que não passou pelas mãos de muitos homens. Que selecionou os amores. Que anda ao teu lado e você não consegue soltar das mãos dela. Você pode ser o crápula mais imprestável do mundo... Mas... Mas quando ela brinca com as crianças no shopping, com a irmãzinha ou o priminho... Você se vê com ela no futuro. E consegue enxergar os filhos de vocês.


Você pode ser o mais mulherengo de todos. Mas ela conseguiu te mudar a tal ponto que você mal se reconhece. Passa a beber menos, ter mais paciência nos passeios ao shopping, passa a achar graciosos os pneuzinhos. Renega o tipo perfeito de corpo da mulher da Playboy. Repara na mulher ideal que tem ao seu lado. Com estrias nos lugares que mais é gostoso de pegar. Com a celulite que te faz sentir um deficiente visual porque você não tem a capacidade de enxergar.


Você passa a negar o mulherão da balada. Aquela com "atitude" que chega em você com a amiga, ainda por cima. Aquela que mal te conhece e topa ir pra cama com você, ou te chama pra ir pra casa dela. Porque você tem um compromisso: zelar pela tua garota. Aquela que se diverte com os amigos e com você. Que está usando jeans e cantando como se todos fossem surdos. Que está com o cabelo todo bagunçando. Que faz biquinho quando um dos mulherões chega em você. 


É... Você tem um compromisso com ela. Zelar por ela, porque você promete a você mesmo que vai protegê-la. Você nega o mulherão que quer a todo custo te levar pra cama simplesmente porque você, após a balada, vai levar sua garota pra comer no Habbibs. E observar ela dormir. Ou então, levar ela até a casa dela ou dos pais dela. Porque quem ama... Ah, quem ama cuida! E cuida com tal zelo que passa a se cuidar também. 


Porque mulher... Mulher se encontra em qualquer lugar. Mas mulher de verdade... Estas são tesouros a serem descobertos!
E descobrindo-se o tesouro, descobre-se também o merecedor dele."


Bom, pessoal, por hoje é só! =) Deixo vocês com um clipe super fofolucho!


"Parece que a vida inteira esperei para te mostrar. Que na rua dia desses me perdi. Esqueci completamente de vencer. Mas o vento lá da areia trouxe infinita paz!"
O Teatro Mágico


PS: O dia que o Blogspot colaborar comigo, eu dou um beijo na tela do notebook!
Ninhá!
Oi pessoas! =) Hoje atualizo o blog com um texto que não é meu, mas foi deixado de surpresa na minha caixa de rascunhos. Espero que gostem! Eu achei belíssimo!


"Ela não é a mulherão que habita os sonhos (nada puros) de todo homem. Ela não é alta e nem a mais magra. Muito menos tem o bumbum da mulher melancia. Não, ela não é uma mulher fruta e jamais seria. Ela não é a mais maquiada ou a do cabelo alisado e sem fio algum fora do lugar. Tampouco a do maior salto fino ou da saia mais curta. Ela não é a do vestido colado ou a do maior decote. Ela não é bronzeada ou tem olhos claros. Ela não sensualiza, não dança até o chão, não fica bêbada. Ela diz não. Ela não fica ou beija qualquer um. Ninguém que ela não ama toca o corpo dela. Ela não é a do cabelo tingido ou a do penteado mais 'descolado'. Também não é propaganda da marca de roupa mais cara.


Mas ela... Ela é linda. Do baixo  alto do seu um metro e pouco mais de meio, ela tem um rostinho lindo. Ela tem o o cabelo natural, o rosto com pouca ou sem nenhuma maquiagem. O bronzeado de palmito no inverno. Mas quando ela ri, e ela ri muito, aparece duas covinhas no rosto. Ela tem o olhar iluminado, a voz macia. Ela não faz questão de parecer mais alta. Ela reclama dos pneuzinhos que você sequer repara. Ela tem as pernas grossas. Ela tem TPM.
Ela não é perfeita, mas é inteligentíssima. Você admira ela. O jeito dela, as ideias dela, a forma com que ela ri, admira as pessoas admirarem ela. Ela corre pra brincar com o cachorro, ela tem amigos homens e mulheres, ela usa All Star. Ou um sapato de plástico vermelho que deixa ela parecida com a Dorothy. É, mas uma vez ela te disse que a Dorothy nunca usou sapato vermelho.


Ela gosta de ler, ela discute de futebol e política à novela e moda. Ela se entusiasma a falar da profissão e você repara os olhos brilharem quando ela diz "as minhas crianças". Aliás, ela adora criança. Ela pinta o nariz, pinta a cara. E você admira ela por isso. Por ela ser diferente. Diferente das outras que você conheceu. Diferente das pessoas em geral. Diferente até mesmo de você.
Ela é divertida, é espontânea, não para de falar um segundo sequer. Ela fica passando na frente da TV quando você assiste o jogo do seu time. Ela demora pra se arrumar pra vocês saírem e te dá um toque pra você ligar pra ela porque ela tá sem crédito. Ela chora, se irrita, briga com você e no final... você descobre que era apenas tensão pré-menstrual. Ela é chata quando você bebe, reclama quando você corre com o carro e tem crise de ciúmes quando uma bunda passa do seu lado.


Mas ela joga futebol e video game com você, enturma com os seus amigos, come pizza sem reclamar da dieta, faz brigadeiro de colher sem se preocupar se vai engordar ou não. Ela faz guerra de travesseiro, quer ir trocando as marchas do carro enquanto você dirige, te faz rir a todo momento. Ela te ouve, te dá conselhos. Ela não tem vergonha da própria opinião. Ela aprende com você que a melhor forma de parar de brigar é calar a boca do outro com a própria boca. 


Aí, de repente toda mulher fruta, toda mulher bunda ou peito, todo estojo de maquiagem ambulante ou chapinha de pernas e braços desaparece da sua vida. E do seu campo de visão. Todo mulherão da balada passa desapercebido perto da sua menina. Você percebe que está maduro o suficiente pra ser seletivo. E se sente honrado de ter colhido uma das "maçãs do topo". 
Aquelas que poucos beijaram e/ou tocaram, aquelas que vão ao cover da banda preferida ao invés de baladas comuns. Aquelas que são vaidosas pra elas mesmas. Que usam maquiagens, cuidam do cabelo pra se sentirem bem e não para competir. Aquelas que se valorizam. Aquelas que trocam balada pelo aniversário de dois anos do priminho. Aquelas que contam histórias da vó e fazem questão de te apresentar pra toda a família. Aquelas que não aceitam passar o ano novo numa festa badalada pra passar com a família. Pra dar o primeiro abraço de ano novo nos pais e irmãos. Que troca sair com você pra ficar com a amiga que terminou o namoro.


E você admira tudo isso. Afinal, tem como gostar de verdade de quem você não admira? E tem como admirar alguém que não se dá valor? Que não dá valor nos pais? Que não valoriza os amigos e a própria profissão?
Você admira ela cada vez mais e mais... Até que se dá conta de que não é mais admiração. É amor. 
Puramente amor."
Amigo Imaginário


Bom, pra quem não sabe, eu tenho 3 amigos imaginários. Nenhum é imaginário ou pseudônimo propriamente dito, como vocês podem pensar. Eles existem, para mim e para muitos pelo menos. Entretanto, foi dado a eles um apelido generalista. O Amigo desta vez adotou como nome artístico, eu acho ó que chique. Quem os conhece sabe de quem se trata, mas como ele mesmo assinou assim, desta forma vou deixar. =)

"E eu tive tudo sem saber quem era eu... Eu que nunca amei a ninguém, pude então, enfim amar!"
Los Hermanos



PS: Mandem seus textos pra cá também!  =)
PS2: Mais uma vez o blogspot ficou de mal comigo e não quis brincar de se comportar pra eu formatar o texto.



Ninhá!
Meu grande amigo e eu, zoiuda.

Pessoas lindas do meu coração: depois de muuuuito tempo volto a escrever no blog! Espero que gostem! Esse texto é dedicado a muitas pessoas que fazem parte da minha vida. Mas, neste momento, especialmente a um grande, enorme amigo.

Se eu tivesse o dom de encolher alguém e colocar no bolso pra sentir sempre junto... Definitivamente seria você. Pode até parecer egoísmo isso, e talvez seja mesmo. Mas seu sentiria sempre seu coração bater. E você respirar. E poderia ouvir a sua voz sempre que quisesse. Pode ser que talvez eu te sufocasse com os meus abraços, pois você seria tão pequenininho... Mas você estaria seguro no meu bolso, te prometo!

Eu sei que a gente tá sempre junto... Em coração, em pensamento... Mas, se eu pudesse ter você no meu bolso! Ah, como eu seria pelo menos um tiquinho mais feliz! Seria como ter a sua foto na carteira... Aliás, não, não seria. Foto não se mexe, não conversa, não tosse, não espirra, não tem o coração batendo e nem respira. Foto é lembrança. Uma minitaturinha animada de você é presença.

Se eu pudesse ter certeza de que nossos caminhos jamais fossem seguir rumos diferentes... Se eu pudesse afirmar que a gente nunca vai se afastar... Talvez essa minha vontade toda de ter você pequenininho no meu bolso passasse um pouco. Talvez seja só insegurança. "A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.", já diria uma sábia raposa.

Se eu te digo que queria você em miniatura no meu bolso... Não me leve a mal. É porque eu te amo tanto que cada despedida nossa me é dolorosa. É porque quando eu olho nos seus olhos vejo um brilho e uma luz tão grandes... Que bastariam para iluminar os momentos em que eu me encontrar só e no escuro. Como você sabe, há dias em que sinto medo do escuro.

Mas não se preocupe... Eu cuidaria de você. Muito bem, juro!

Contento-me, porém, com nossos encontros esporádicos... Cheios de risadas, guloseimas, histórias, conselhos, fotos, beijos, abraços, piadas internas. Contento-me em saber que você existe e que está presente na minha vida. Eu me contento com uma foto na carteira, uma voz na memória, um fato na lembrança. Enquanto ainda houver distância física, haverá saudade. Nós somos humanos demais para abstrair a matéria e contentarmos em nos encontrar apenas em espírito.

Entretanto, se algum dia você sentir que as coisas estão maiores que você, se você achar que sua cama aumentou de tamanho, se as tuas roupas parecerem um lençol de uma cama de casal king size, se os teus sapatos parecerem de gigantes, se você tiver que pular no controle remoto para trocar de canal da televisão... Não se assuste: é porque finalmente eu consegui te encolher para colocar no meu bolso!

"Pronde foi nosso humor e moral? Pronde vai todo nosso desalento? Morre brisa, nasce vendaval... Pronde vai a reza vencida pelo sono? Ela vale? Me fale, me dê um sinal."
O Teatro Mágico


PS: MI TRE AMAS VIN!
PS2: Papai do Céu, muito obrigada por colocar tanta gente maravilhosa no meu caminho! E desculpa ter demorado tanto tempo pra perceber isso!
PS3: Sim! O PS2 é pra você, Má, e pras meninas!
PS4: Parabéns ao meu grande amigo! =)

                     
Ninhá!

Geralmente você não espera. Não pressente, não está pedindo por isso. Mas acontece. Numa situação inusitada, onde você não está preparad@. É. Naquela hora mesmo. Em que você está descabelada, o cabelo meio sujo, sem brincos, sem maquiagem, sem O perfume. Te pega desprevenida. Dá uma rasteira nas pernas.

Isso pode acontecer em qualquer situação, até nas mais bizarras. Em qualquer lugar, mesmo nos mais inusitados. Mas pode acontecer. Você pode estar tomando um café da manhã numa padaria, quando de repente... Acontece. Ou então no trânsito ou chegando ao trabalho. Fazendo compras. Numa sala de pronto atendimento. Num congresso ou encontro. Num passeio com amigos e os amigos destes amigos. Em situações vergonhosas e/ou bizarras. Perdida por aí. Ou calmas.

E de repente você está lá. Vestida normalmente, nada de charme. Sem maquiagem, de cara limpa. Sem unhas feitas. Sem bala na boca. O cabelo preso pra disfarçar um bad hair day. E aí você toma consciência de que aquilo é você. "Este sou eu. Sem máscaras, sem disfarces, sem ensaios de algo a dizer ou reações prontas." Simplesmente aquilo: indefesa, precisando de ajuda e/ou forever alone companhia ou informação porque se perdeu. Aquilo ali é o teu mais íntimo que alguém pode chegar. Despreparada, com dor ou não, chorando, enchendo o bucho comendo. Comprando um absorvente. Irritada, brava, nervosa, melancólica, na TPM. Mas é, simplesmente você. 

Daí que você se dá conta que algumas pessoas te conhecem mais profundamente que outras que você poderia jurar que te conheciam. E vocês acabaram de se encontrar. Só que esse encontro se dá em circunstâncias tão íntimas que depois que passa, infelizmente a gente ou desvaloriza ou leva um pedaço conosco. Prefiro o pedaço.

Por exemplo o médico que te atende quando você tá com diarréia. Pode parecer bizarro. Mas ele SABE que você tá com diarréia enquanto você quer esconder de todo mundo isso (e não importa que te viram correndo até o banheiro). Ou o podólogo ou até a manicure que vê sua unha fudida do dedão do pé. Ou o dentista, que sabe que você tem cárie. Ou o fisioterapeuta que sabe do seu problema de coluna ou sua dor no joelho, que você tenta esconder. Ou então a mulher do caixa do supermercado que sabe tudo que você vai comer e qual a marca do seu absorvente. O farmacêutico que sabe que anticoncepcional você comprou e o caixa da farmácia, a marca da camisinha. Se você já passou por alguma dessas situações, há de concordar comigo. Se não passou (assim como eu não passei por algumas também, questão de tempo e vivência), não tenha medo: você vai passar.

Enfim, estou me desviando de onde eu quero chegar. Mas que daria uma discussão legal sobre isso, daria.

Voltando ao que eu queria dizer... Você tá lá, completamente desprevenido quando acontece. Ou melhor, pode acontecer. Os olhares se encontram, o coração pára de bater (ou pelo menos parece que pára). 
Talvez você nunca tenha sentido isso antes, mas sabe que não é paixão. Paixão agita a gente, deixa a gente querendo.

Mas não. Você entra em dúvida e por mais cara de pau que seja, você fica sem graça. O coração dá um solavanco e é possível sentir ele pulsar dentro da boca. Um nó forma-se na garganta e você perde a fala. Apenas consegue mexer a cabeça para concordar. Sim, para concordar. Talvez ele/ela perca momentaneamente a fala também, mas você nunca vai reparar, porque está lutando contra você mesmo.

Você procura um ar que parece não existir, um espaço que parece vácuo. Tenta laçar alguma palavra que esteja fugindo. As mais vaidosas se preocupam com as unhas por fazer, a maquiagem que não passou. Você procura algum gesto... Mas nada sai. E você fica ali, com cara de bobo. Até que esboça um sorriso. Um sorriso ridículo por sinal. Principalmente se o faz no momento de responder alguma pergunta. Se é que você ouviu alguma coisa.

Conforme o tempo (um curto espaço de tempo, por sinal) vai passando, as coisas vão mudando. Você sente o coração bater numa estranha tranquilidade. As palavras voltam, mesmo que desordenadas. Até mesmo as pernas voltam a funcionar! Esquece de se preocupar com coisas que não importam naquele momento, ou que não parecem importar. Você sente uma estranha calma, serenidade... Segurança! Sim, você sente segurança e até consegue esboçar algum assunto (desde que não seja complicado, obviamente) mesmo se perdendo ou então se encontrando no olhar dele (ou dela, né). Você encontra paz naquele olhar e tranquilidade no sorriso. É capaz de se perder e se encontrar neles várias vezes em questão de segundos!

Então, ao recuperar a totalidade dos sentidos... Você se dá conta de que isto é que é amor à primeira vista.

E se pergunta se foi recíproco. E sofre se questionando.

"Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar..."
Ana e o Mar - O Teatro Mágico


PS: Sim, meu pé tá uma bosta.
PS2: Sim, eu chorei horrores lendo a morte do Dumbledore e acho que o fato merece um post. Não falando sobre Harry Potter ou algo do tipo, mas sobre as representações que ele traz.
PS3: O Dumbledore era meu protótipo de Papai-Noel, tá?! Seus insensíveis.
Ninhá!
Eu acho que a gente às vezes exagera. Explico: a gente espera mais dos outros, quer que eles sejam como nós, quer que tenham as reações que nós teríamos em determinadas situações.

O que eu queria falar hoje é que... O BEM e o MAL não são tão distintos assim. A maioria das pessoas (tem gente que acha que todo mundo, mas não estou certa disso) tem ambos dentro de si. Algumas tem mais Mal que Bem. Outras, mais Bem que Mal. Mas eles estão ambos dentro da gente, convivendo. Quando um domina, o outro fica latente, esperando a oportunidade para se sobressair. E a definição de Bem e Mal é relativa, dependendo da pessoa.

Eu fico triste comigo mesma em pensar que as vezes as pessoas que muitas vezes eu tachei como más não são tão más assim. Talvez eu esperasse muito delas.

A gente esquece às vezes de que... Quando algo nos incomoda, nos chateia e nos entristece, é porque a gente ainda está a altura daquilo. Se a gente eleva o pensamento e as vibrações... Poucas são as coisas ruins capazes de nos atingir.

Meu primeiro dia de aula do segundo semestre começou assim: tempo nublado, brisa gostosa, rever amigos e colegas, papai em casa, comidinha do papai... Decepção, problema a resolver, ouvir coisas que eu não gostaria, vontade de largar tudo.

As coisas não são boas sempre. Mas também não são ruins. Como eu disse, Bem e Mal convivem. Mas, cá entre nós, poucas são as pessoas que conseguem manter o bem reinando toda a vida.

Saudade. Saudade é a palavra de hoje. Saudade da vida pelo olhar de uma criança. Saudade de quando o problema era que brincadeira escolher. Saudade de quando a minha luta do Bem contra o Mal era mais fácil e eu não precisasse remoer tanta coisa.

Eu queria mesmo era fazer o que eu gostaria de fazer, resolver meus problemas, acabar com a maldade, o descaso e a injustiça. Eu queria era responder à altura. Mas parei pra pensar quando estava prestes a retrucar: até que ponto responder à altura difere de se igualar ao nível de quem te ofende?

Desculpem-me, mas eu sou a favor do tapa de luva. A delicadeza e a gentileza são maiores que a grosseria. Palavras de incentivo são maiores que ofensas. A educação é superior à ignorância. Afinal, como alguém já disse (não me lembro quem) "olho por olho e o mundo acabará cego."


"Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo.
 Sobram tantos medos que nem me protejo mais.
 Sobra tanto espaço dentro do abraço. 
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo."
C. Trevisan

PS: Parabéns TIA VERA! s2 
PS2: Essa música é contagiante: Ô ô ô. Ô ô. Ô ô.
PS3: Eu tava sumida né! =/ Sorry, people!
Ninhá!
"Olá, leitores da ilustríssima Aninha.... permitam que eu me apresente: Sou Andjara, uma estranha em muitas coisas..... mas não vim aqui falar a meu respeito, e sim escrever algo interessante nessa sombra do ipê branco!

Não sou cinéfila! Isso é fato... mas quando a madame Ana Carolina, também conhecida como Ninhá, me pediu para escrever algo para o blog, comecei a pensar sobre o que seria... uma missão difícil, é verdade, mas eis que surgiu a ideia de falar sobre cinema... mais especificamente sobre um filme em especial e que ainda irá render bons momentos, pelo menos é o que eu e mais alguns (hein? hein?) esperamos....

Afinal, qual é esse filme? Nada mais, nada menos que Na natureza selvagem (Into The Wild, 2007), uma história de Christopher McCandless, um rapaz inteligente e bem de vida que, aos 22 anos, logo após terminar a faculdade, abandona tudo – família, dinheiro, carro e todos os confortos da vida moderna –, muda de identidade e sai perambulando pela vida. Entre um emprego temporário e outro, entre caronas e desafios, Chris anseia chegar ao Alasca selvagem, local em que ele estaria longe de todos e em harmonia com a natureza, a única que poderia ser verdadeira diante das desconfianças nas relações humanas e seu materialismo exagerado.

Envolvente e marcante, Na natureza selvagem resgata a importância das relações humanas sinceras e a busca das nossas verdades. Aliado a isso, os cenários encantadores nos fazem adentrar no filme e viajar, juntamente com a bela trilha sonora, composta por Eddie Vedder. Assim, de maneira quase hipnotizante, o filme torna-se uma verdadeira reflexão sobre a vida e, sem dúvida, é marcante a questão de que “Happiness only real when shared” (a felicidade só é real quando compartilhada).

A perfeição do filme faz com que ele esteja presente no livro “1001 filmes para ver antes de morrer”.

Se não bastasse um filme perfeito e uma trilha sonora primorosa, a sessão “Na natureza selvagem” pode ser completada com o livro, de mesmo nome, de Jon Krakauer, que nos responde algumas questões sobre McCandless e compara a sua vida com a de outros aventureiros: uma trilogia perfeita!

E você, caro leitor do blog da Ninhá, deve estar se perguntando os motivos que me levaram a escrever sobre esse filme. Primeiramente, pelo fato de que essa pessoinha, dona do blog, é muito especial para mim e eu efetivamente acredito que ela é uma das pessoas que compartilha a felicidade comigo. Se não bastasse isso, em alguns dias, esse filme será motivo para uma visita que eu irei receber... J

Infelizmente, esse filme me traz más lembranças sobre uma pessoa e alguns fatos.... mas prefiro me apegar aos bons motivos para vê-lo e revê-lo, para ouvir milhares de vezes a trilha sonora e reler o livro!

Para finalizar, nada melhor do que o vídeo com a melhor música – na minha opinião – do filme!


Para quem não conhece o filme, é uma ótima sugestão para a próxima visita à locadora... para os que conhecem, revê-lo é sempre uma nova viagem!

Abraços a todos os leitores da Ninhá e, em especial, para a própria!"


Andjara tem 27 anos, é professora de biologia, mineira (uai!) e é mais conhecida como And!

"Everyone I come across, in cages they bought
They think of me and my wandering, but I'm never what they thought
I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts
I'm alive..."
Eddie Vedder

PS: Valeu And pelo texto! Tá lindo! E digo mais: um abraço procê tambem!
Ninhá!
Pessoal! Tudo certo com vocês? Primeiro: muuuuuuito obrigadíssima pelas 1667 visitas no último post! =) Muito obrigada mesmo! E ao Fabiano (fossísimo), por ter rettwitado o link.

Em segundo lugar, muito obrigada pelos votinhos e pelos comentários fofuchos de vocês! =)

Em terceiro lugar, o post de hoje é de uma leitora. SIIIIIM! \o/ Recebi um texto por e-mail de uma leitorinha linda que escreveu pra gente! Aproveito pra dizer que todos podem mandar textos bacanas pra eu colocar aqui no blog, viu?!

O post de hoje é sobre uma coisa brega. Olha, me permito dizer isso porque a própria autora assumiu a tamanha breguice. E eu ADORO brega! Segue então o post (tal e qual me foi enviado!):



"Hoje descobri que estou apaixonada...

Ontem eu não falei com ele. O ruim dos tempos modernos é que às vezes nos falta tempo para falar com as pessoas que gostamos. Mas isso me passaria desapercebido se eu não tivesse recebido uma mensagem dele. Uma mensagem cheia de carinho, dizendo apenas três palavras: “Estou com saudade”. Essa mensagem me fez sentir saudade também. Respondi. Perguntei se iríamos nos falar mais tarde. Mas, ontem eu não falei com ele. Ele me respondeu que não sabia. Nesse momento, eu senti o poder dessas palavras. 
A angústia era tão grande que era difícil de acreditar. Por que eu me sentia assim? Aquela comida só podia estar estragada. Comecei a imaginar os porquês daquela resposta. O que ele estava fazendo? Onde estava? Com quem estava? Eu não sabia e nem queria responder àquelas perguntas. Por que eu estava pensando nisso? Era loucura. A noite passou e isso não saiu da minha cabeça. Queria ter falado com ele. Será que ele também queria? Eu nunca tinha ficado tão angustiada por tão nulo motivo. Quanta breguice. Nem me reconhecia mais. Só tinha uma explicação. Estava na cara. Uma explicação brega: eu estou completamente apaixonada por ele. E ontem eu não falei com ele. Ah, meu Deus, como eu sou brega!

Pensando melhor, caro leitor, talvez essa breguice seja o que está faltando nesse mundo."

Clarice tem 20 anos, é estudante universitária e uma brega assumidíssima! E está mais do que convidada a escrever mais vezes!

E confesso: apesar de rir muito do "desespero" da Clarice, devo dizer que sinto coisas semelhantes!

"Eu te amo calado
como quem ouve uma sinfonia de silêncios e de luz.
 Nós somos medo e desejo,
somos feitos de silêncio e som.
Tem certas coisas que eu não sei dizer..."
Lulu Santos - Certas Coisas

PS1: a versão dessa música com o Lenine cantando é PERFEITA!

PS2: juro que cogitei colocar um trecho de Boate Azul pra completar a breguice... Mas tava ouvindo essa música linda e achei mais cabível!


Ninhá!
fofo! =)

Tá, tá, tá, tá e tá. Eu atrasei com esse post, eu sei. Mas pera lá, galera: tô com a minha pacata vidinha corrida demais, a faculdade está acabando com a minha vida social (sente o drama! hahaha) e até pra escrever aqui no blog tá complicado. Mas lá vai.
Eu tinha programado um texto contando do final de semana ótimo. Com um show e meio do Pedra Letícia (sim, no de Bauru não fiquei! - logo, focarei no de sexta) e tantas outras coisas divertidas. Mas, ora, eu sou prolixa e não consigo focar muito nos temas (e sim! passei no vestibular e minha redação foi boa, tá?!).
Eu, Caio, Mandão gatchenha e Rapha

O que eu tirei mesmo do final de semana é que matar aula de sexta feira pra poder ir ao show (ou à Peruada, como quase fui) vale a pena. Assim, melhoro a minha situação: chutar o pau da barraca às vezes é preciso. Ou pelo menos passar uma rasteira de leve nele. Acho que fiz isso. Rá. Como eu sou malandra. hahahahaha

Enfim, pra quem viu meus tweets ou leu no meu facebook, este foi um dos melhores finais de semana do ano, e, sendo assim, certamente merecia um post aqui!
O que teve? Teve bããão, meus caros. A começar de sair com a Mandão e dar muitas risadas. Reencontrar o Rapha e conhecer o Caio. Tirar foto com uma Marilyn Monroe, dançar muito, ficar puta da vida com um cara sem noção me agarrando e ser salva pelos amigos e por um segurança divertidíssimo.

Chiquiiiiiiinho!
Extravasei novamente. Cantei, dancei, pulei, dei muita risada, cantei Boate Azul ajoelhada (conforme os ensinamentos da menina de xadrez do show em Marília), fui motivo de gozação dos seguranças... Mas enfim... Tudo vale a pena.

O que eu queria muito considerar aqui é que as vezes as pessoas não tem noção do quanto nos fazem felizes. Do quanto nos proporcionam alegria e bem estar. E, conforme minhas promessas de começo de ano, procuro agora comunicá-las o quão importante elas são pra mim. De verdade, já perdi gente (calma! a maioria não morreu, viu? digo "perdi contato") importante demais sem ter dito isso e não sei bem se elas tinham noção da importância delas na minha vida.
Ê! Ganhei um beijo! 
Eu sei que dia 20/21 (pra quem não entendeu, 21 não é mês, tá? é tipo "dia 20 pro dia 21") eu repeti isso várias vezes (e eu não bebo, juro!), mas não custa frisar e deixar por escrito: Fabiano, Kuky, Thiago, Zé e Chiquiiiiinho --> muito, muito obrigada por tudo! De verdade! Vocês moram no coração! (aaaooownti!) =)
Aliás... Esqueci de falar isso pra vocês, mas caso vocês leiam esse post... Então, eu sei que músicos tem muita dor por LER/DORT... então, ano que vem me formo em fisioterapia e vocês poderiam me dar um emprego, né? Cof cof...

Já que é um post muito mais alegre do que o passado (recebi 4 emails de pessoas ameaçando cortar os próprios pulsos. Gente! Era um post, só! Esse tá mais light! E parem de me assustar, por favor!), aproveito pra agradecer a companhia, as risadas e a proteção (do menino tarado) da Mandão, Rapha e Caio.

E, pra terminar, algumas considerações:
Kuky

1- Desculpa por não ter ido à Peruada contigo, Marii.
2- Obrigada pela palheta, Kuky!
3- Eu realmente fiquei preocupada com os cortadores de pulsos anônimos! Gente, calma!
4- Post mais curto e light. Prometo um mais elaborado e NÃO DEPRESSIVO (bom, depende do meu estado de espírito, na verdade) da próxima vez.
5- Faltou Thaís e toda a estridência dela. E o Parça e toda a parceria nossa!
6- Queria ter ficado mais no de Bauru!

e... A última consideração, mas acho que a mais importante é...

Acho que pra ele sim eu pedi um emprego...
7- Tem gente que mora no nosso coração e sabe. Tem gente que mora e não sabe. Tem gente que mesmo antes da gente conhecer melhor mora no nosso coração e quando a gente tem a oportunidade de conhecê-las melhor... Bem, é uma delícia! =)

PS 1: Primeiro post aberto a comentários, mas estes serão moderados pra não virar zona. Aproveitei esse post sendo mais leve e sutil para isso mesmo. Vamos experimentar...

PS 2: Pessoa que me pediu: coloquei as fotos com os meninos da banda, ok?

PS 3: Pessoal que me pediu: eu ia colocar a foto com a medonha  Marilyn Monroe, mas fiquei com vergonha alheia pelo moço ao ver a foto. Quem quiser, só me pedir no msn.

PS 4: O show foi sexta. Fui sentir meus dedos dos pés só na quarta. Maldito salto alto.

PS 4: Eu podia estar roubando, matando, bebendo, usando droga, ouvindo sertanejo (brincadeira, viu! NOT)... Mas tô pendindo: comentem, participem e sigam o blog caso este os agrade. =)
Ninhá!
Oi people! =) Conforme muuuita gente me pediu, faço aqui um breve relato do show do Pedra Letícia de quinta feira, 28/04. Claro que um relato em si não tem tanta graça quando um relato do que vivenciei e pude refletir  (Pedra Letícia também é reflexão!) nestes últimos dias.

O primeiro passo foi caçar uma companheira de aventura. Ana Pê (Sim! Somos uma dupla! Ana Cê e Ana Pê) topou. Daí já percebi que quanto você mais convive com as mesmas pessoas, menos oportunidade tem de conhecer gente nova. Gente maravilhosa. Com a Ana Pê foi assim. =) Percebi também que quanto mais você cisma em grupinhos de "amigos", mais se isola e desaprende a viver com você mesmo.

Cabe aqui um comentário: pra quem ficou espantado com tamanha a minha euforia pra ver o Pedra Letícia, eu explico. Conheço a banda há uns 5, 6 anos e conversava até que bastante com o Fabiano. Por alguns problemas de interpretação e entendimento, e, principalmente com a mudança repentina do meu msn, perdemos o contato. Mas o carinho da minha parte continua o mesmo. E devo dizer que aprendi muito com ele nessas conversas emeésseênicas. O cara é gente boa mesmo, pipól. E sim, eu sei cantar todas as músicas, tá?!

Bom, chegamos ao Pub e encontramos uma turminha que para mim era uma vasta e diversificada turma (bem diferente das que eu conheci até então na faculdade). Pessoas do primeiro, segundo e quarto ano. Eu representava o terceiro. E me senti bem. Estranhamente bem como nunca havia me sentido. De repente estava acolhida. E livre. Me sentia espantosamente livre.

Para quem me conhece "meia-boca", sabe que eu vou em shows para me acabar. Sim! Eu sou daquelas que pulam, cantam, dançam, fazem coreografias, choram e saem roucas e mal suportando os próprios pés de tanto que pulou. E isso me faz bem. Extravasar faz bem.
Devo dizer que há muito precisava de algo assim e, embora estivesse sem os meus companheiros fiéis de Los Hermanos Cover (hoje Vinil Verde), eu havia decidido que me divertiria a qualquer custo. Ou melhor: ao meu custo.

Mal a banda entrou e eu fui loucamente puxada por um moço que queria que eu subisse no palco (hein?!). Fui parar no beija-palco, empolgada por ver o cara que um dia conversava por msn e a banda dele que eu ouço quando tô triste (ou não). Daí que me perdi, obviamente (agora me diz, quando é que eu NÃO me perco?). Olhei pros lados, para trás e naaada da Ana Pê ou do pessoal. Mas bem, eu tinha meu novo amigo empolgado e uma menina de camisa xadrez divertidíssima que conversava e pulava comigo.

Devo dizer: me diverti horrores. Cantei muuuito! Todas as músicas. Eu disse que sabia todas as músicas! Rá. Dancei Sidney Magal (já disse que adoro o Magal?) Pulei mesmo de salto (invejando uma menina que estava do meu lado de All Star), gritei e atéééé cantei Boate Azul ajoelhada com a garota da camisa xadrez(porque segundo ela, essa música DEVE ser cantada de joelhos).

Porque afinal... Se não tiver ninguém... Eu faço sozinha mesmo.

Uma vez assisti a um episódio do Cold Case que, resumindo, era assim: mulheres eram sequestradas e mantidas num lugar frio, escuro e sem esperança até que desistissem de viver. Todas morreram. Aliás, quase todas: uma foi encontrada viva, cantando. Com ela mesma. Porque ela nunca desistiu de si mesma. Esse episódio me marcou demais. Porque, quantas vezes a gente "larga" de viver por causa de outros? Se um não vai a um lugar, nós também não vamos. Deixamos que a nossa alegria dependa de paixões, amizades, expectativas que nós mesmos criamos sobre as pessoas.

Ora, ninguém deve carregar o peso de ser como a gente queria. Logo, como dizem (e já é clichê), a única maneira de não se decepcionar com as pessoas, é não esperar nada delas. Mas a gente espera, e se frustra. Muitas vezes queremos que elas sejam como nós, quando na verdade, NUNCA SERÃO (capitão Nascimento feelings).

Porque ser nós mesmos... É uma delícia! E afirmo: nos dias de hoje é um dom até. E eu me senti bem sendo eu mesma naquele show. Aliás, tenho me sentido muito bem comigo mesma, obrigada. Acho que em 2 anos e pouco de faculdade, estou vivendo o melhor momento desta fase. Vivendo mais leve, sem mágoas, sem frustrações. Feliz.

Também gostaria de citar alguns ensinamentos do especialista Gabriel do CastLove. Ele disse assim, certa vez: a gente tem que gostar da gente mesmo. Se olhar no espelho e dizer 'Eu sou lindo.' E não se vestir e se arrumar pros outros. Porque o que importa é você ser para você mesmo. As coisas acontecem como consequencia de outras. E, mais um clichê, você atrai MESMO o que transmite.

Já que este post diz respeito ao Pedra, uma vez (há uns 4 anos), o Fabiano me disse uma coisa - e talvez nem se lembre mais, mas me marcou - que me acompanha até hoje... Era algo assim: as pessoas só fazem com você o que você deixa que elas façam. Se você não quer, ninguém pode te obrigar. Se você se sentir obrigado, é por que no seu íntimo você quer, só não quer assumir.

Por fim, deixo alguns agradecimentos:

- À Ana Pê, pessoinha magavigosa e ao Fer, meu querido amigo que aguenta meus surtos de euforia.

- À Michelle e os seus amigos da Famema pela carona.

- Aos meus amigos e companheiros fiéis de shows-lava-alma: Thá, Tamy, Alê, Pulga, Jéh.

- Aos amigos que quero curtir um lava-alma ainda: Pote, Danna, mamãe Ju, Marii e Mandão.

- À And que mesmo de longe se faz tão presente.

-À Fran, que jura que o Fabiano não é ele e que antes dele um tal de Carlão cantava no Pedra Letícia.

- Aos meninos do Vinil Verde (LHc), responsáveis por muitas sessões de lava-alma, das quais saí leve, disposta e pronta pra mais vida.

- Ao pessoal do Pedra Letícia pelo show maravilhoso (e perdoem o povo de Sociais, eles não sabem o que fazem, só fazem greve mesmo...) e pela oportunidade de pular, cantar, gritar e me acabar. Em especial ao Fabiano, pelas conversas antigas pelo msn.


"Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superavél;quando somos abandonados por nós mesmos,a solidão é quase incurável..." 
Augusto Cury
Ninhá!
Me perdi. Depois, me achei. E quando achei que havia me achado... Não é que estava mais perdida que nunca? E, quando perdida... Tinha momentos de encontro.
Alguns fatos são estranhos. Esquisitos. Contraditórios. Às vezes as pessoas que nos trazem paz são as mesmas que nos causam conflitos. Um sorriso dado quando se quer chorar. Um choro de felicidade. Uma palavra quando o silêncio seria o ideal.

São nesses momentos que me perco. Que me acho. Que me perco e então me acham. Que então acho aonde me perdi e rodeio o buraco até que, enfim... Nele caio de novo.

Eu gosto do sorriso sincero, do choro convulsivo, da gargalhada espontânea, do olhar que diz tudo, o silêncio que traduz o que jamais palavra alguma traduziria. Eu gosto de mãos dadas, do coração em ritmo acelerado, quando a plaquinha do msn sobe, das borboletas fazendo acrobacias no meu estômago.

Gosto do impossível, do difícil, do sincero, da magia do que é singelo. Gosto de me perder, porque assim me questiono mais, aprendo mais, reflito o suficiente para me achar com ainda mais certeza do que sou. Do que acredito. Do que amo. Do que admiro.

Sou encantada pela luz. De onde quer que ela venha. Mas tem duas que mais me encantam. As luzes do Natal e as luzes que as pessoas emitem. É. Seja luz onde quer que vá. Luz é vida, é vontade!

E na luz é onde a gente se encontra. Gosto da luz. Mas admiro a escuridão.

Calmaria. Posso ouvir as ondas do mar quebrando na areia da praia. Ou não. Mais perto de mim posso encontrar a calmaria de poder me sentar embaixo de uma árvore preferida e lá ter paz.

Gosto do amor. Daquele amor puro, livre das amarras carnais ou de qualquer tipo de interesse que não seja ele próprio: o amor. O amor entre as almas. Aquele amor puro, singelo, que se encontra em pequenas coisinhas do dia-a-dia. A amor que doa, que ajuda, que apóia, que compreende, que perdoa e que pede perdão. O amor sem posse, sem ciúmes.

Gosto da magia. Do sorriso, da gargalhada, do palhaço e do mágico. Do picadeiro, da cara pintada, do nariz vermelho, da criançada. Da rima, da história, do cinema, da vitória. Da surpresa, da entrega, das cores, do brilho no olhar.

Gosto do eterno. Da alma. Dos sentimentos. Das histórias. Do imortal. Dos aprendizados, da emoção e das lembranças.

Enfim. A gente se perde às vezes. É inevitável. Mas, cá entre nós, é uma delícia! É se perdendo dentro de nós mesmos que questionamos nossas crenças, atitudes, o que temos feito e o que devemos fazer.
E é aí que nos encontramos. Em uma só palavra: LIBERDADE.

"É preciso amor pra poder pulsar. É preciso paz pra poder sorrir. É preciso a chuva para florir.
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora. Um dia a gente chega e no outro vai embora.
Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz. De ser feliz..."
Tocando em Frente - Almir Sater e Renato Teixeira

PS1: Confesso que escolher 1 só trecho dessa música pra colocar aqui foi MUITO difícil.

PS: Blog novo em equipe? Quem sabe...

Ninhá!
Sorry pelo taaaanto tempo sem escrever por aqui. Começaram minhas aulas e bem, eu não tinha nada pra escrever mesmo.

Daí que ontem, de volta à minha Terra Roxa, fiquei pensando e tentando me situar e adequar psicologicamente às mudanças que estão acontecendo e que irão acontecer.
Ora, mas as coisas estão sempre mudando, não é mesmo? E se elas fossem sempre iguais, a gente reclamaria. E, muitas vezes, quando elas mudam, a gente reclama do mesmo jeito.

Desde o ano passado muita coisa vem mudando em mim. Explico: modo de pensar, forma de encarar as coisas, modo de agir... A gente amaduresce, e embora continuemos sempre os mesmos na essência, nós mudamos também. Pra melhor, ou pra pior.

Mudaram-se as amizades: estou mais seletiva.
Mudou-se o jeito de pensar. Se antes eu tinha raiva, hoje tenho pena. Se antes eu achava "biscate", hoje procuro ver como alguém carente de amor próprio e que não respeita nem a si mesma, tendo necessidade de auto-afirmação e usando o sexo como forma de implorar migalhas de um sentimento que elas nunca vão achar dessa forma. Triste isso.
Mudou-se o modo de agir. Se antes eu responderia, hoje eu ignoro. Se antes eu responderia agressão com agressão, hoje eu ignoro e rezo pela pessoa que me agrediu.

E não é que a minha vida anda muito melhor assim? Cheguei a uma paz de espírito que acho que jamais havia chegado (ou havia, só que numa fase em que não percebi). Cheguei a um patamar de vibração onde poucas coisas me afetam. Ofensas não me afetam mais, perseguições, provocações e nem nada mais. Quando a gente eleva nosso pensamento e vibração, coisas ruins não nos atingem, pois estão baixas demais para nos afetar.

Mudei. É, mudei. Vejo, assim, que pra melhor. Mas na essência, continuo sendo a mesma. Aquela estudante de fisioterapia, filha do Dr. Vitor e da Dra. Neusa, irmã do Vitão. Aquela Vagalume que mesmo ausente tenta se fazer presente. A Ninhá, a Aninha, a Ana, a Ana Carolina, a Paquera, a Pincelzinha. Aquela que vive beijando e abraçando os outros, com o coração. Aquela que adora um "dedim de prosa". Aquela fanática pelo Pequeno Príncipe. A mesma que alopra nos LHc.

A amiga-irmã (mana) da Marii, da Thá, da Mandão, do Marcell e da Jéh. A mãe da Mel, da Harumi e do Pakito. A biiiga da Thamy e da Danna. A abôr do Micael. A Parça do Parça. A Boretti (Borettinha) do Triplex (Pellegrino e Petroni). A fã da Angélica (e não é a do Huck!). A Tchubs do Roddy. A Aninha da minha mãe, do meu pai, da Bia e do Alê. A Pincelzinha do Pínspi e da Tata. A Ninhá da Tiane, da Aninha, do Hanson, do Pote, da And e dos Vagas. A Paquera dos meus calouros queridos. E por aí vai (desculpa àquelas pessoas especiais que não citei aqui.)

O problema é que cada mudança traz um conjunto de mudancinhas. De consequências. O preço de ser diferente, os momentos de solidão, a desilução com as pessoas.

Aí ontem me peguei pensando sobre a grande mudança do ano. E me apavorei! Fiquei tensa ao saber que muitas mudancinhas virão com a mudanção. E não sei como lidar com isso.

Pensando bem, parece tão surreal que eu não consigo pensar em nada de concreto para fazer. Ou deixar de fazer. Ou tentar parar de sentir.

Só peço ao Papai do Céu entendimento. Entendimento, força, esperança, paciência, tolerância e resiliência. Acho que é tudo que eu preciso. E muito provavelmente o que eu sempre precisei. Pra tudo.

Por hoje é só, queridos!

"Na mudança de atitude não há mal que não se mude
nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro.
Na mudança do presente, a gente molda o futuro."
Gabriel O Pensador, na música "Até quando?"

PS: Juro que logo logo coloco a primeira indicação de livro!