Ninhá!
Em meio a lágrimas, uma ideia ocorreu-me. Mandei uma mensagem de celular. Recebi a confirmação de envio. Fiquei apreensiva. Andei pelo apartamento. Tive falta de ar. Chorei. Solucei. Rezei. Os segundos pareciam minutos e, depois, horas. Até que chegou a resposta. Diferente, bem diferente do que eu pensava. Uma resposta doce, amena, que acalentou meu coração. Ufa.


De tudo, o que eu mais gosto em você são os teus defeitos. É. Porque são eles que te mostram humanos. Qualidades e virtudes são exaltados demais, enquanto que os defeitos a gente teima ou em fingir que não os vê, ou escondê-los de todos.


Gosto de você com suas manias, com suas neuras, com seus tiques nervosos, com suas gírias, com o seu sotaque e seus intintos.

Gosto de você com os remédios que você precisa tomar, com suas besteiras, quando você me zoa ou enche o saco. Gosto do teu choro, das tuas fraquezas, dos teus sentimentos, da sua profunda tristeza.

Gosto das tuas olheiras de noites mal-dormidas, teu olhar por vezes cansado. Tua voz às vezes rouca. Gosto das cicatrizes do teu corpo e fico sempre atenta pra ouvir as histórias sobre elas. Fazem parte da tua história. De quem você é. Do que ficou marcado em ti.

Gosto de você com os seus traumas, problemas. Teus exageros e quando você faz tempestade em copo d'água. São parte de você.

Gosto das tuas explosões, dos teus palavrões, expressões. Das tuas crises existenciais. E nunca se desculpe por elas. São delas que obtemos crescimento.

Gosto da tua letra ilegível e da forma como os teus hiróglifos parecem tão óbvios pra você.


Gosto quando você reclama e pega no meu pé, pois significa que se importa comigo.
Gosto dos teus avisos e alertas quando sabe que as coisas vão dar errado e fica teimando comigo porque eu teimo que você está exagerando.


Gosto de você assim: HUMANO. Gosto não! AMO que você seja humano, assim como eu.


E como se tudo se transformasse em poesia, um beijo na testa selou essa história.




"A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro."
André Luiz, psicografado por Chico Xavier.




Um beijo grande, meus amores!